

15:59:51, TERRA_CATEGORIES: Coluna. TERRA_POSTED_BY Juliano MachadoTiro a Bazófia do endereço Terra. Exasperou-me até ao intolerável. Ruim em recursos, péssimo em funcionalidade, a última foi não aceitar tal e qual e contador de visitas.
Se não parti antes foi somente por respeito aos poucos leitores, para não aporrinhar-lhes a cabeça fazendo-os inscrever, decorar ou catalogar um novo endereço. Mas agora cedo: para ficar bastante próximo, a nova casa da Bazófia (que afinal continuará sendo a mesma porcaria) é:
http://julianomachadobazofia.blogspot.com
E por que bogspot? Porque existe a Veridiana. Com uma paciência e boa vontade que eu não vejo por aí, foi lá, criou o blogue, acertou as configurações iniciais, me explicou como proceder ao restante (é que sou um perna-de-pau em matéria de internete). O blogspot, ao que me parece, também, agrada tanto aqui quanto acolá, Huck e Ferréz, Palmeira e Corínthians.
É lá agora que me encontro, pouco produzindo para a Bazófia de casa (e não cara) nova. Espero todos vocês por lá.
Recapitulando: se quiserem ler o que escrevo sob o epíteto de Bazófia o endereço novo é:
http://julianomachadobazofia.blogspot.com
21:14:29, TERRA_CATEGORIES: Contos. TERRA_POSTED_BY Juliano MachadoPorque ele tinha achado o termo que considerava perfeito. Porque tinha decidido o palco e preparado o cenário. Hamlet contemporâneo, personagem de sim mesmo, sincero acima de tudo por seu fito justificar o meio. Era a mulher de sua vida e não poderia haver problema ético ou moral em se preparar, em estudar, em pensar nos pormenores que concorreriam para que voltassem a ficar juntos. Ele a amava, muito. Perdidamente. E se armar para a batalha do amor e da reconquista não deveria causar protesto.
Escolheu o melhor ipê da cidade. Marcou um horário ameno, ao entardecer. Quisera fosse outro o dia da semana, mas a premência das coisas não permitia vacilo. Não se arrumou muito, não exagerou no perfume. Diretor calejado, sabia que os exageros agora só poderiam furtar atenção à cena principal. O que interessava era o texto. O texto que tão bem soubera encontrar dentro de suas entranhas. Mentira, ele pensava: resultado de labor, de exame de consciência, de razão. “O amor tenho-no enorme, e é ele quem me impele a colocar a inteligência a formular os motivos que me poderão trazer de volta a razão única desse mesmo amor”.
Resolvera no limiar do encontro marcado que não bastaria apenas dizer tudo que há para dizer, e que podia se permitir. Por mais que sua capacidade oratória estivesse treinada para o momento, nada venceria a força assaz persuasiva de sua escrita. E não que se considerasse o maior escritor do mundo, mas todo o crescimento de sua relação com ela se dera permeado pela palavra escrita. Então escreveu um bilhete. Nesse bilhete sintetizou o argumento que considerava fundamental para que ficassem juntos. Foi trabalho hábil, talhado com suor e revisão.
Embaixo do ipê, no costado do jardim da praça do coreto, se abraçaram demoradamente. Ele falou primeiro:
— Eu te amo, te amo muito, não é possível que não vamos ficar juntos...
— Eu também te amo...
Seguiu-se um silêncio arfante e as sanvitálias, que em princípio queriam que eles dali saíssem para aproveitarem a última réstia do sol, ficaram mudas de um ventinho miúdo que trouxe uma poalha de despedida. Ela falou:
— Nós já sabemos que não dá mais... Por mais amor que ainda...
— Ainda existe! Eu não sei como dizer isso, não sei que palavras usar...Eu só queria estar do seu lado, cuidar de você. Nós somos muito parecidos, somos melancólicos e estranhos, mas ao mesmo tempo ninguém consegue se divertir como nós conseguimos quando estamos juntos...
— De que adianta tudo isso? Tudo isso já foi dito e repetido. Só vim entregar seu livro e suas coisas.
— É isso mesmo, eu não sei dizer quando tenho que dizer. Por isso escrevi um bilhete, era pra você ler agora, eu ficaria aqui quietinho esperando. Mas não está neste livro aqui, coloquei em outro, me confundi, ficou em casa.
— Adeus, suas coisas estão aqui. Eu preciso ir.
— Posso mandar o bilhete para o seu endereço?
— De que vai adiantar? Eu estou indo embora.
Ela estava sentada em minha frente, mas não me olhava. Reparava somente na capa do livro, e eu não queria incomodar o seu pensamento, mas precisava partir. Falei com tristeza e doçura, recuando a mão antes de completar o movimento de tocar a mão dela:
— Ele me contou essa história desse jeitinho, dois ou três dias antes daquela quinta-feira terrível. Eu não posso dizer que ele sabia o que iria acontecer, mas estava tão triste e entregue que eu adivinhava algum movimento muito difícil.
— Foi essa a primeira vez que ele falou do bilhete?
— Foi a primeira vez. Esse livro ficou em minha biblioteca por quatro anos, intocado, e mesmo depois de tudo quanto ele me disse, só ontem tive condições de vir aqui abri-lo, porque sabia que precisava entregá-lo a você.
— Ele não me disse que o livro em que tinha colocado o bilhete era seu, mas naquela altura eu também não dei nenhuma atenção.
— Agora mais nada importa. Eu só queria que você ficasse com o bilhete, e se não for pedir muito, com o livro também...
Ela pegou o livro de cima da mesa, leu em voz alta o título “Os sermões, Padre Antônio Vieira”. Alisou a capa dura e azul, um livro antigo mas bem cuidado, de impressão agradável aos olhos, um pouco ofuscados que estavam pela claridade da manhã. Abriu-o e encontrou o bilhete, desdobrou sua única dobra e tencionou ler em voz alta, ao que eu protestei:
— Isso não me diz respeito, é de vocês.
Ela continuou sem se importar com o que eu houvera dito:
— “Às vezes tenta-se dizer coisas indizíveis como eu tentei agora há pouco. E tudo se confunde, porque não dá para precisar em palavras o encantamento da alma de quem quer, como eu quero, simplesmente, delicadamente, estar ao seu lado. Estar ao seu lado para qualquer coisa, cuidar de você como quem se roja aos pés de algum santo. É certo que não sou o mais forte do mundo, e nem incondicionalmente posso prometer ficar aqui, mas é contigo que quero ficar. Somos estranhos, diferentes, melancólicos, tristes. Ao mesmo tempo somos alegres, engraçados, e ninguém mais ri como nós rimos quando estamos um com o outro. Sabe o que eu acho? Que a nossa estranheza, nossa melancolia e nossa tristeza, só podem ser vencidas quando aproximadas uma das outras, porque nem eu nem você queremos ser uns palhaços rindo à toa da vida, como todo mundo ri, não queremos ser felizes por nada. Pelo contrário, acho que nós queremos ser felizes com bons motivos, e queremos aproveitar e destilar nossa tristeza quando ela tiver de ser destilada. É por isso que acho que a gente se encaixa tão bem, pois talvez saibamos como rir quando o riso é válido e sofrer quando só podemos sofrer. Por isso, vamos sofrer juntos, porque a gente tem a capacidade de rir e de sermos felizes juntos.”
Quando ela terminou de ler olhou para mim e encontrou os meus olhos fixados nela. Parecia estar comovida, mas também poderia estar resignada. Permaneceu por brevíssimo instante me olhando e como eu não dissesse nada, falou com a voz firme, mas forçando um sorriso nos lábios:
— É lindo. Me vejo e vejo a ele aqui. Essa sensibilidade que ele tinha para nos perceber e para me mostrar essa percepção foi uma entre tantas coisas que fizeram me apaixonar. Gostaria de ter lido isso na época, mas mesmo se tivesse lido, eu não teria ficado.
Meu avião sairia em duas horas. Não havia mais tempo para estar ali. A ele jamais poderia voltar a ver e foi a última vez que a vi. Não ficou com o livro mas dobrou o bilhete na mesma única dobra, e guardou dentro de sua bolsa.
19:02:05, TERRA_CATEGORIES: Coluna. TERRA_POSTED_BY Juliano Machado8) http://www.interney.net/blogs/guindaste/ — “Guindaste”, o blogue mais pop que leio. Sua dona, a Carol Costa, é jornalista em São Paulo, e segundo o que ela mesma conta já passeou por diversas redações por aí afora. Multifuncional, escreve, fotografa e desenha. O texto é leve, certeiro, jornalístico, e a variedade de assuntos imensa, embora eu me concentre em uma palavra para cita-lo: egotrip. O blogue da Carol é conhecidíssimo e tem mais leitores do que eu sequer sonho nos meus mais benevolentes passeios oníricos. Ainda que não escape da crítica genérica que abaixo comentarei, o Guindaste queria eu escrevê-lo. Mais tarde descobri que a Carol viveu por muito tempo na cidade em que hoje moro, mas isso são coincidências posteriores à conquista do leitor aqui em questão; 9) http://www.veridianices.blogspot.com — “Veridianices”, blogue da Veridiana, nem seria preciso dizê-lo. A Veri é uma amiga que escreve um diário público. Diário mesmo, sem pestanejar: lá está com uma capacidade produtiva enorme os seus gostos e desgostos diários, filtrado por uma escrita que domina muito bem a sintaxe e que se deixa envolver por uma sensibilidade que, se nunca é exagerada no conteúdo, às vezes o é na forma; 10) http://idiossincrasiaju.blogspot.com/ — “Idiossincrasias” da amiga Juliana. Como o próprio nome celebra, retalhos de uma colcha que vai formando a dona, suas vivências e as pessoas que enfim participam da vida dela. Também é uma mulher muito sensível e esse recorte também é bonito de se ver, ainda que esbarre na forma. É um diário, mas um diário um pouco menos narcisista que o Veridianices, ou melhor, mais disfarçado, talvez. 11) http://come-se.blogspot.com/ — “Come-se”, blogue de culinária e afins da Neide Rigo. Uma delícia de página bem cuidada, informativa, leve e organizada. Conheci por indicação da já citada Nina Horta e fiquei encantado.
A listinha é composta por páginas em que os assuntos me interessam e por conhecidos. Simples assim: leio em princípio o Marcelo Coelho porque me interessam os assuntos aí tratados, e leio em princípio o blogue de uma amiga porque ela é minha amiga. Claro que depois de certo tempo (ou do grau de amizade) poderia deixar de ler por ser da amiga ou justamente continuar lendo por ser amigo, a despeito de ser perfeitamente possível me manter leitor pela qualidade do escrito. Mas afinal, o que é um blogue? Seria ocioso enumerar aqui a enorme variedade de propostas e linguagens, fitos e fins que a blogosfera oferta, mas de uma maneira bastante geral eu tendo a acreditar no que diz o Bernardo Carvalho (Folha de S. Paulo, caderno Ilustrada, página e8, terça-feira, 28 de agosto de 2007):
“(...)o eu dos blogs é uma projeção que se realiza numa segunda realidade, numa rede de inter-relacionamentos constituida por confrarias cujos parâmetros são os seus próprios limites, o elogio do igual, a reiteração do mesmo e a execração do diferente. (...)”
Me parece que a linha de argumentação de Bernardo Carvalho trafega pelo que ele mesmo chama de impossibilidade de autoconsciência e reflexão, uma vez que os blogueiros podem estar demasiado ocupados na expressão pública de si mesmos. Digo isso porque dos blogs que leio, alguns são diários. Relatos pura e simplesmente construídos a partir das vivências e acontecimentos do dono da página. Carvalho ainda obsta:
“(...)O diário, que antes se mantinha restrito ao privado, já é concebido para a publicação (...)”
Isso gera sintomas. Se se admite que realmente os blogues podem ser reduzidos à expressão da opinião e da experiência pessoal do autor (Carvalho) temos que os muitos endereços que pululam na internete sejam recortes narcisistas imbuídos de situações pessoalíssimas para alimentar um voyerismo letrado. Válidos como expressão, legítimos enquanto linguagem? Provavelmente sim, mas suscitadores de dificuldades de diálogo na medida em que se perca na crítica uma distinção entre forma e conteúdo, já que fica difícil, muitas vezes, saber-se o que afinal se lê, e a partir disso, como afinal se critica (fácil criticar uma redação? fácil criticar um atitude ou sentimento diante de um fato? como criticar uma redação que explique o sentimento diante de um ato sem saber afinal o que é este texto?). Sigo exemplificando-me, creio.
Mesmo que rasteira, a auto-crítica é bem vinda. Tomando como exemplo a minha própria Bazófia, poderia argumentar que aqui se pretende escrever ficção e crônica, e que me permito uma obliteração dos limites rígidos (se por acaso os há) que separam estes dois fazeres. Mesmo que já se tenha argumentado anteriormente em outros textos aqui publicados que o cronista deve abandonar a vontade de esconder o eu, implicando numa imaginação de sua audiência, me parece que o blogue leva isso a um extremo que, embora possa ser relevado aqui e ali — não acredito que seja o fim do mundo que num blogue de cultura e crítica, o Marcelo Coelho venha um dia dizer aos seus leitores que esteve afastado porque não estava muito bem consigo mesmo, o que, ademais, poderia fazer numa coluna de jornal — não deveria, como acontece freqüentemente (aqui inclusive) ser simples vazão das mesquinharias diárias do escritor (ainda que essas mesquinharias fossem a conquista do mundo inteiro, como um ratinho de desenho).
Importa nesses termos, quando a publicação se deixa chafurdar num ambiente de sombras mal distinguível entre crônica, prosa de ficção, diário, novela e lá o que mais haja, não se perder de vista que para ser considerado criação literária e artística é preciso andar mais adiante do que o simples relato de situações cotidianas ou a descrição pura das experiências do dia-a-dia. A despeito de não acreditar na força modificadora, e sequer renovadora dos blogues, penso que vale refletir mais detidamente sobre o que afinal se produz na blogosfera, para que ao menos se delimite quem é quem nesse universo profícuo e disforme que andamos ocupando. Se não por outros motivos, sirva ao menos para tornar menor o desconforto da crítica entre os blogueiros que se lêem mutuamente por este ou aquele envolvimento.
18:49:50, TERRA_CATEGORIES: Coluna. TERRA_POSTED_BY Juliano MachadoRetorno ao blogue após longa pausa. Ainda que grande, essa ausência não foi suficiente para, no retorno, ter muito a dizer. E a verdade dorida é esta: não tenho nada de importante a dizer. Ou melhor, a palavra ideal é acrescentar. Aliás, o padecimento mais forte de que me ressenti para deixar o blogue às traças (vejam que outra peculiar desvantagem o meio eletrônico tem em relação aos livros de papel: não pode um blogue ser comido por uma traça. Logo, não pode um blogue ter aquelas marquinhas das tisanuros que ficam esmagadas nas páginas dos tomos mais velhos, vide a coleção da Saraiva, aquela com capas horríveis que têm uma tarja amarela no pé da edição), dizia que o motivo para deixar o blogue às traças foi não ter nada de produtivo a acrescentar sobre os diversos assuntos que por aí corriam: acidente com o avião da TAM? Nada tinha para dizer. Palhaçada no Senado Federal? Nada tinha a dizer. Bate boca entre os poetas? Silêncio ignaro. Ora, melhor, então, seguir os conselhos de Schopenhauer e ficar calado (ver Parerga e Paralipomena).
Mas, justamente por ouvir o filósofo, me peguei vislumbrando uma luz no fim do ecrã: talvez não se precise sempre ter de dizer alguma coisa sobre os tais assuntos que estão na pauta do dia (Schopenhauer, além disso, argumenta que talvez não se precise sobrepor leitura em cima de leitura, mas isso é pano para outra manga). Reli “O Vermelhor e o Negro”, e não tenho nada a acrescentar de importante acerca do Stendhal, nada de original se depreenderá do que possa escrever sobre o João Cabral de Melo Neto, ou a votação da CPMF, ora, melhor me calar mesmo e mesmo. Com isso pretendo chegar perto do que seja a minha idéia para publicar o texto que retoma a atividade blogueira: afinal, o que se espera de um blogue?
A mais importante modificação, ao meu ver, em minha relação com a blogosfera — à partir da criação do meu próprio endereço — foi passar a ser leitor de blogues. E isso, para alguém como eu que tem um grande ceticismo em relação a tudo que não seja papel e livro, é um avanço significativo. É certo que anteriormente a ter o meu, lia algumas várias coisas pela internete, mas o fato de passar de curioso a escritor (de blogue) me tornou num leitor agora assíduo e organizado dos outros (como a Nina Horta, lamento não arranjar um sinônimo bom o bastante para blogue, que aliás, é concessão minha, a palavra é blog, claro esteja). Ao longo dos já sete meses de existência do meu sítio, juntei uma certa quantidade de outros endereços que tento freqüentar todos os dias: é claro que esta listinha é variável, sofreu e sofrerá alterações, mas ela está lá nos meus favoritos, devidamente separada pela pasta, redundante, de nome blogues:
Os atuais são: 1) http://anaturezadomal.blogspot.com — “A Natureza do Mal”, blogue de um português falando de política, cultura, comportamento etc, além de fotografias postadas pelo outro dono do blogue (me parece que são dois). É um blogue interessantíssimo pela capacidade expressiva e sensibilidade do Luis, o escritor. É certo que ele também me fascina pelo que não alcanço de sua profundidade, o que só aguça minha curiosidade em pesquisar; 2) http://marcelocoelho.folha.blog.uol.com.br — do jornalista Marcelo Coelho, da Folha de S. Paulo, falando de cultura e crítica, como ele mesmo define. O Marcelo dispensa apresentações mas uma coisa que eu não conhecia, pois não era leitor assíduo são as deliciosas incursões pela música erudita e educação infantil (usando como exemplo a educação de seus filhos); 3) http://neniportero.blog.terra.com.br — “Ensaios”, blogue da amiga Irene que fala de suas sensações e observações acerca do mundo em que vive, partindo do pessoal para chegar numa reflexão pretensamente mais abrangente. Tenho me desanimado muitíssimo com essa página, sobretudo depois que a dona me confessou não se preocupar muito com a opinião dos leitores (coisa de que, em princípio, sempre duvido); 4) http://elkawaideman.blogspot.com/ — “Estamparia”, página de poesias da minha irmã Elka. Entrou na minha lista porque, afinal, era minha irmã escrevendo. Mas só se manteve nela pois afinal ela está, com os seus pouquíssimos anos de vida produzindo poesia, e na maior parte das vezes, de boa qualidade; 5) http://tatianamachado.blogspot.com/ — “Livres Associações”, blogue sobre psicologia, arte e cotidiano da minha irmã Tatiana Machado. Psicóloga e excelente leitora, entrou na minha listinha por prerrogativas imaginadas de antemão, e nela permaneceu por confirmar as expectativas, e mesmo suplanta-las. Mesmo que não tivesse o mesmo sobrenome aqui estaria pelas originais reflexões a que se propõe; 6) http://cidadania-e.blogspot.com — "Exercícios de Cidadania" blogue do meu pai, Elcio. Interessante reflexão sobre cidadania e convívio social. Ponto de vista, como ele se intitula modestamente, do cidadão comum (no caso o cidadão comum tem uma vivência e um conhecimento de causa que o coloca como um observador muito competente e atento do que se propõe. Pena que o blogue não tenha mais que meia dúzia de textos e não seja atualizado há muito tempo (o que me fará, mais tarde, em outro texto, comentar sobre a periodicidade que se esperaria de um blogue); 7) http://pracozinha.blogspot.com/ — “A Gulla”, blogue de culinária e outras delícias. Página de um amigo longínquo do tempo das primeiras faculdades chamado Rodrigo. Nele pus os pés para ver o que afinal andava pensando um amigo de tantos anos sem contato. Encanto imediato: o danado sabe falar de culinária de um jeito criativo, original e muito divertido, além de oferecer fotos e histórias interessantes das comidas que prepara, das bebidas que bebe etc. O que me fascina nessa página é capacidade de mesclar a culinária, que afinal é diária, com realmente as todas outras facetas do pano social que envolve o ato de comer;
continua...
00:35:09, TERRA_CATEGORIES: Coluna. TERRA_POSTED_BY Juliano MachadoCaros leitores ,
me comprometi a voltar para estas bandas em primeiro de outubro e aqui estou. Claro que minha idéia não era a de re-estrear pedindo desculpas por não re-estrear. Mas como o texto que eu pretendia publicar hoje aqui ficou maior do que eu imaginava, não consegui termina-lo a contento, e muito menos me arriscaria a posta-lo sem qualquer revisão. Então me escuso no primeiro de outubro explicando que amanhã, dois de outubro estará aqui um textinho. Que versará, inclusive, sobre blogues e sobre blogueiros.
Até logo, e fico de verdade comovido com a paciência dos que a tiveram.