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15:00:02, TERRA_CATEGORIES: Coluna. TERRA_POSTED_BY Juliano MachadoDelicioso o oportunismo da Rede Globo na última terça-feira, 27 de fevereiro de 2007 (aniversário do meu grande amigo Mateus Estrella). A novela das oito que tem por hábito exibir um depoimento mais ou menos relacionado ao conteúdo dos capítulos mostrou a face esgotada da mãe e do pai do menino João Hélio, assassinado no Rio de Janeiro há algumas semanas.
O depoimento afinal não foi senão os mesmos comovidos pedidos de justiça para a infame violência urbana, mas o que chama a atenção é o duvidoso oportunismo da Globo ao exibi-lo numa "terça-feira de 'paredão' muito popular do Big Brother Brasil 7".
É uma faca de dois legumes, como diria o saudoso Vicente Matheus. Tostines: usou a emissora a grande audiência do dia para trazer a quantas mais pessoas o crime hediondo ou usou o crime hediondo justo no dia de grande audiência para fazer polêmica e suscitar mais comentários relacionados à novela/emissora?
Mas, na verdade, seja pelo lado A ou o lado B, o caso é que a Globo fez uma cobertura jornalística banal do acontecido (como aliás, todos os outros veículos televisivos) sem contribuir para a discussão séria do problema. Escorregada geral: Exceto pelo Jânio de Freitas, o Renato Mezan e alguns poucos outros, a tônica foi perder-se o foco da discussão prática em mesas-redondas que, como as do futebol desde a época do Vicente Matheus, não nos levam a lugar algum.

(Na foto, Diego e Íris, do muito visto paredão de terça-feira)
13:27:21, TERRA_CATEGORIES: Coluna. TERRA_POSTED_BY Juliano MachadoO lugar comum é dizer que "finalmente cedi a tentação de ter um blog, blablablá". Não vou fazer isso, o óbvio é que estou aqui blogando (odiável palavra, vou pensando em outra, que em princípio me parece ser mesmo "escrevendo", oras) porque o blog passou a existir.
O caso é que há cerca de dois anos eu publicava no jornal "O Imparcial" de Araraquara uma coluna às terças-feiras falando do que me viesse na telha. O caderno era de cultura, e embora eu não a tenha em profusão, também é meu assunto (presunçoso como diz o título do blog) predileto. Aqui pretendo fazer o mesmo, exceto pelo fato de que quero apimentar a coisa com alguns comentários da imbecil vida araraquarense (e paulista, e brasileira e humana: presunção, presunção, presunção!).
Que já saibamos de antemão: este blog odeia ler no computador e despreza (claro, nem tanto) os mecanismos de internete. O negócio aqui é livro de papel o mais possível e revista e jornal tanto mais também. Então, para começo de conversa, o significado da palavra bazófia está em qualquer bom dicionário de língua portuguesa. Primeiro conselho do blog: vá ler o dicionário (ao que se estende o segundo conselho genérico: vá ler).
É isso. Espero que o blog Bazófia não entre na estatística (Folha de S. Paulo, Caderno Informática, 28 de fevereiro de 2007) dos 200 milhões de blogs iniciados e abandonados. É jogo de mão dupla, para as paredes eu me cansarei de escrever logo, se houver mais que um ou dois tijolos, aqui torno.
Sejam bem-vindos, um abraço.