

17:14:21, TERRA_CATEGORIES: Coluna. TERRA_POSTED_BY Juliano MachadoMatéria interessante hoje no caderno Ciência (Folha de S. Paulo, 09 de fevereiro de 2006) conta o experimento de cientistas americanos da Universidade da Georgia usando ratos para testar metacognição -- nos ratos, claro esteja. Grossomodo os ratinhos eram submetidos à audição de duas espécies de som, um curto e outro longo, e deveriam identificar pressionando alavancas de quais se tratavam. Se acertassem, ganhavam 6 porções de comida, se errassem, nennhuma. Mas, o bacana é que se optassem por não responder, recebiam três porções. Vejam vocês, os parentes do Níquel Náusea e do Ligeirinho desistiam de tentar acertar os sons quando eles eram próximos -- sons nem muito curtos e nem muito longos -- e a chance de errarem maior, optando pelas três porções.
A discussão que se segue é sobre a consciência, e se seria necessária a linguagem verbal para possuí-la. Os cientistas optam por falar em "níveis de consciência", uma vez que nunca viram um ratinho cantando. Este tipo de experimento já havia tido o mesmo resultado com algumas espécies de macacos, cujo parentesco com os seres humanos é bastante mais próximo.
O divertido, entretanto, na matéria da Folha foi a foto que decorou o texto, e que está logo mais abaixo. Não sei se os ratos prescindem da linguagem verbal para ter a consciência lá deles, mas a gente precisa tanto dela que até numa imagem muito gostosa como a foto que se segue, dá vontade de pôr legenda.
Rodin, rato roe réplica.
(Na foto, ratinho brinca com réplica do "Pensador" de Rodin)
Página da matéria na internete (para assinantes Uol ou Folha): http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0903200703.htm