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	<title>Baz&#243;fia</title>
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	<description>Literatura, Pol&#237;tica, Bares, Arte, Futebol e outras besteiras e presun&#231;&#245;es.</description>
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		<title>O Terra Addio</title>
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		<dc:date>23.10.07</dc:date>
		<dc:creator>Juliano Machado</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>Tiro a Baz&#243;fia do endere&#231;o Terra. Exasperou-me at&#233; ao intoler&#225;vel. Ruim em recursos, p&#233;ssimo em funcionalidade, a &#250;ltima foi n&#227;o aceitar tal e qual e contador de visitas. Se n&#227;o parti antes foi somente por respeito aos poucos leitores, para n&#227;o aporrinhar-lhes a cabe&#231;a fazendo-os inscrever, decorar ou catalogar um novo endere&#231;o. Mas agora cedo: para ficar bastante pr&#243;ximo, a nova casa da Baz&#243;fia (que afinal continuar&#225; sendo a mesma porcaria) &#233;: 
http://julianomachadobazofia.blogspot.com E por que bogspot? Porque existe a Veridiana. Com uma paci&#234;ncia e boa vontade que eu n&#227;o vejo por a&#237;, foi l&#225;, criou o blogue, acertou as configura&#231;&#245;es iniciais, me explicou como proceder ao restante (&#233; que sou um perna-de-pau em mat&#233;ria de internete). O blogspot, ao que me parece, tamb&#233;m, agrada tanto aqui quanto acol&#225;, Huck e Ferr&#233;z, Palmeira e Cor&#237;nthians. &#201; l&#225; agora que me encontro, pouco produzindo para a Baz&#243;fia de casa (e n&#227;o cara) nova. Espero todos voc&#234;s por l&#225;. 
Recapitulando: se quiserem ler o que escrevo sob o ep&#237;teto de Baz&#243;fia o endere&#231;o novo &#233;:
http://julianomachadobazofia.blogspot.com
&#160;</description>
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		<title>O Bilhete</title>
		<link>http://julianomachado.blog.terra.com.br/o_bilhete</link>
		<dc:date>04.10.07</dc:date>
		<dc:creator>Juliano Machado</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>Porque ele tinha achado o termo que considerava perfeito. Porque tinha decidido o palco e preparado o cen&#225;rio. Hamlet contempor&#226;neo, personagem de sim mesmo, sincero acima de tudo por&#160;seu fito justificar o meio. Era a mulher de sua vida e n&#227;o poderia haver problema &#233;tico ou moral em se preparar, em estudar, em pensar nos pormenores que concorreriam para que voltassem a ficar juntos. Ele a amava, muito. Perdidamente. E se armar para a batalha do amor e da reconquista n&#227;o deveria causar protesto. 
Escolheu o melhor ip&#234; da cidade. Marcou um hor&#225;rio ameno, ao entardecer. Quisera&#160;fosse outro o dia da semana, mas a prem&#234;ncia das coisas n&#227;o permitia vacilo. N&#227;o se arrumou muito, n&#227;o exagerou no perfume. Diretor calejado, sabia que os exageros agora s&#243; poderiam furtar&#160;aten&#231;&#227;o &#224; cena principal. O que interessava era o texto. O texto que t&#227;o bem soubera encontrar dentro de suas entranhas. Mentira, ele pensava: resultado de labor, de exame de consci&#234;ncia, de raz&#227;o. &#8220;O amor tenho-no enorme, e &#233; ele quem me impele a colocar a intelig&#234;ncia a formular os motivos que me poder&#227;o trazer de volta a raz&#227;o &#250;nica desse mesmo amor&#8221;. 
Resolvera no limiar do encontro marcado que n&#227;o bastaria apenas dizer tudo que h&#225; para dizer, e que podia se permitir. Por mais que sua capacidade orat&#243;ria estivesse treinada para o momento, nada venceria a for&#231;a assaz persuasiva de sua escrita. E n&#227;o que se considerasse o maior escritor do mundo, mas todo o crescimento de sua rela&#231;&#227;o com ela se dera permeado pela palavra escrita. Ent&#227;o escreveu um bilhete. Nesse bilhete sintetizou o argumento que considerava fundamental para que ficassem juntos. Foi trabalho h&#225;bil, talhado com suor e revis&#227;o. 
Embaixo do ip&#234;, no costado do jardim da pra&#231;a do coreto, se abra&#231;aram demoradamente. Ele falou primeiro: &#8212; Eu te amo, te amo muito, n&#227;o &#233; poss&#237;vel que n&#227;o vamos ficar juntos... &#8212; Eu tamb&#233;m te amo... Seguiu-se um sil&#234;ncio arfante e as sanvit&#225;lias, que em princ&#237;pio queriam que eles dali sa&#237;ssem para aproveitarem a &#250;ltima r&#233;stia do sol, ficaram mudas de um ventinho mi&#250;do que trouxe uma poalha de despedida. Ela falou: &#8212;&#160; N&#243;s j&#225; sabemos que n&#227;o d&#225; mais... Por mais amor que ainda... &#8212; Ainda existe! Eu n&#227;o sei como dizer isso, n&#227;o sei que palavras usar...Eu s&#243; queria estar do seu lado, cuidar de voc&#234;. N&#243;s somos muito parecidos, somos melanc&#243;licos e estranhos, mas ao mesmo tempo ningu&#233;m consegue se divertir como n&#243;s conseguimos quando estamos juntos... &#8212; De que adianta tudo isso? Tudo isso j&#225; foi dito e repetido. S&#243; vim entregar seu livro e suas coisas. &#8212; &#201; isso mesmo, eu n&#227;o sei dizer quando tenho que dizer. Por isso escrevi um bilhete, era pra voc&#234; ler agora, eu ficaria aqui quietinho esperando. Mas n&#227;o est&#225; neste livro aqui, coloquei em outro, me confundi, ficou em casa. &#8212; Adeus, suas coisas est&#227;o aqui. Eu preciso ir. &#8212; Posso mandar o bilhete para o seu endere&#231;o? &#8212; De que vai adiantar? Eu estou indo embora. 
Ela estava sentada em minha frente, mas n&#227;o me olhava. Reparava somente na capa do livro, e eu n&#227;o queria incomodar o seu pensamento, mas precisava partir. Falei com tristeza e do&#231;ura, recuando a m&#227;o antes de completar o movimento de tocar a m&#227;o dela: &#8212; Ele me contou essa hist&#243;ria desse jeitinho, dois ou tr&#234;s dias antes daquela quinta-feira terr&#237;vel. Eu n&#227;o posso dizer que ele sabia o que iria acontecer, mas estava t&#227;o triste e entregue que eu adivinhava algum movimento muito dif&#237;cil. &#8212; Foi essa a primeira vez que ele falou do bilhete? &#8212; Foi a primeira vez. Esse livro ficou em minha biblioteca por quatro anos, intocado, e mesmo depois de tudo quanto ele me disse, s&#243; ontem tive condi&#231;&#245;es de vir aqui abri-lo, porque sabia que precisava entreg&#225;-lo a voc&#234;. &#8212; Ele n&#227;o me disse que o livro em que tinha colocado o bilhete era seu, mas naquela altura eu tamb&#233;m n&#227;o dei nenhuma aten&#231;&#227;o. &#8212; Agora mais nada importa. Eu s&#243; queria que voc&#234; ficasse com o bilhete, e se n&#227;o for pedir muito, com o livro tamb&#233;m...
Ela pegou o livro de cima da mesa, leu em voz alta o t&#237;tulo &#8220;Os serm&#245;es, Padre Ant&#244;nio Vieira&#8221;. Alisou a capa dura e azul, um livro antigo mas bem cuidado, de impress&#227;o agrad&#225;vel aos olhos, um pouco ofuscados que estavam pela claridade da manh&#227;. Abriu-o e encontrou o bilhete, desdobrou sua &#250;nica dobra e tencionou ler em voz alta, ao que eu protestei: &#8212; Isso n&#227;o me diz respeito, &#233; de voc&#234;s. Ela continuou sem se importar com o que eu houvera dito: &#8212; &#8220;&#192;s vezes tenta-se dizer coisas indiz&#237;veis como eu tentei agora h&#225; pouco. E tudo se confunde, porque n&#227;o d&#225; para precisar em palavras o encantamento da alma de quem quer, como eu quero, simplesmente, delicadamente, estar ao seu lado. Estar ao seu lado para qualquer coisa, cuidar de voc&#234; como quem se roja aos p&#233;s de algum santo. &#201; certo que n&#227;o sou o mais forte do mundo, e nem incondicionalmente posso prometer ficar aqui, mas &#233; contigo que quero ficar. Somos estranhos, diferentes, melanc&#243;licos, tristes. Ao mesmo tempo somos alegres, engra&#231;ados, e ningu&#233;m mais ri como n&#243;s rimos quando estamos um com o outro. Sabe o que eu acho? Que a nossa estranheza, nossa melancolia e nossa tristeza, s&#243; podem ser vencidas quando aproximadas uma das outras, porque nem eu nem voc&#234; queremos ser uns palha&#231;os rindo &#224; toa da vida, como todo mundo ri, n&#227;o queremos ser felizes por nada. Pelo contr&#225;rio, acho que n&#243;s queremos ser felizes com bons motivos, e queremos aproveitar e destilar nossa tristeza quando ela tiver de ser destilada. &#201; por isso que acho que a gente se encaixa t&#227;o bem, pois talvez saibamos como rir quando o riso &#233; v&#225;lido e sofrer quando s&#243; podemos sofrer. Por isso, vamos sofrer juntos, porque a gente tem a capacidade de rir e de sermos felizes juntos.&#8221; 
Quando ela terminou de ler olhou para mim e encontrou os meus olhos fixados nela. Parecia estar comovida, mas tamb&#233;m poderia estar resignada. Permaneceu por brev&#237;ssimo instante me olhando e como eu n&#227;o dissesse nada, falou com a voz firme, mas for&#231;ando um sorriso nos l&#225;bios: &#8212; &#201; lindo. Me vejo e vejo a ele aqui. Essa sensibilidade que ele tinha para nos perceber e para me mostrar essa percep&#231;&#227;o foi uma entre tantas coisas que fizeram me apaixonar. Gostaria de ter lido isso na &#233;poca, mas mesmo se tivesse lido, eu n&#227;o teria ficado. Meu avi&#227;o sairia em duas horas. N&#227;o havia mais tempo para estar ali. &#160;A ele jamais poderia voltar a ver e foi a &#250;ltima vez que a vi. N&#227;o ficou com o livro mas dobrou o bilhete na mesma &#250;nica dobra, e guardou dentro de sua bolsa.</description>
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	<item rdf:about="http://julianomachado.blog.terra.com.br/de_blogues_e_blogueiros_parte_ii_de_ii">
		<title>De blogues e blogueiros parte II de II</title>
		<link>http://julianomachado.blog.terra.com.br/de_blogues_e_blogueiros_parte_ii_de_ii</link>
		<dc:date>02.10.07</dc:date>
		<dc:creator>Juliano Machado</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>8) http://www.interney.net/blogs/guindaste/ &#8212; &#8220;Guindaste&#8221;, o blogue mais pop que leio. Sua dona, a Carol Costa, &#233; jornalista em S&#227;o Paulo, e segundo o que ela mesma conta j&#225; passeou por diversas reda&#231;&#245;es por a&#237; afora. Multifuncional, escreve, fotografa e desenha. O texto &#233; leve, certeiro, jornal&#237;stico, e a variedade de assuntos imensa, embora eu me concentre em uma palavra para cita-lo: egotrip. O blogue da Carol &#233; conhecid&#237;ssimo e tem mais leitores do que eu sequer sonho nos meus mais benevolentes passeios on&#237;ricos. Ainda que n&#227;o escape da cr&#237;tica gen&#233;rica que abaixo comentarei, o Guindaste queria eu escrev&#234;-lo. Mais tarde descobri que a Carol viveu por muito tempo na cidade em que hoje moro, mas isso s&#227;o coincid&#234;ncias posteriores &#224; conquista do leitor aqui em quest&#227;o; 9) http://www.veridianices.blogspot.com &#8212; &#8220;Veridianices&#8221;, blogue da Veridiana, nem seria preciso diz&#234;-lo. A Veri &#233; uma amiga que escreve um di&#225;rio p&#250;blico. Di&#225;rio mesmo, sem pestanejar: l&#225; est&#225; com uma capacidade produtiva enorme os seus gostos e desgostos di&#225;rios, filtrado por uma escrita que domina muito bem a sintaxe e que se deixa envolver por uma sensibilidade que, se nunca &#233; exagerada no conte&#250;do, &#224;s vezes o &#233; na forma; 10) http://idiossincrasiaju.blogspot.com/ &#8212; &#8220;Idiossincrasias&#8221; da amiga Juliana. Como o pr&#243;prio nome celebra, retalhos de uma colcha que vai formando a dona, suas viv&#234;ncias e as pessoas que enfim participam da vida dela. Tamb&#233;m &#233; uma mulher muito sens&#237;vel e esse recorte tamb&#233;m &#233; bonito de se ver, ainda que esbarre na forma. &#201; um di&#225;rio, mas um di&#225;rio um pouco menos narcisista que o Veridianices, ou melhor, mais disfar&#231;ado, talvez. 11) http://come-se.blogspot.com/ &#8212; &#8220;Come-se&#8221;, blogue de culin&#225;ria e afins da Neide Rigo. Uma del&#237;cia de p&#225;gina bem cuidada, informativa, leve e organizada. Conheci por indica&#231;&#227;o da j&#225; citada Nina Horta e fiquei encantado.
A listinha &#233; composta por p&#225;ginas em que os assuntos me interessam e por conhecidos. Simples assim: leio em princ&#237;pio o Marcelo Coelho porque me interessam os assuntos a&#237; tratados, e leio em princ&#237;pio o blogue de uma amiga porque ela &#233; minha amiga. Claro que depois de certo tempo (ou do grau de amizade) poderia deixar de ler por ser da amiga ou justamente continuar lendo por ser amigo, a despeito de ser perfeitamente poss&#237;vel me manter leitor pela qualidade do escrito. Mas afinal, o que &#233; um blogue? Seria ocioso enumerar aqui a enorme variedade de propostas e linguagens, fitos e fins que a blogosfera oferta, mas de uma maneira bastante geral eu tendo a acreditar no que diz o Bernardo Carvalho (Folha de S. Paulo, caderno Ilustrada, p&#225;gina e8, ter&#231;a-feira, 28 de agosto de 2007): &#8220;(...)o eu dos blogs &#233; uma proje&#231;&#227;o que se realiza numa segunda realidade, numa rede de inter-relacionamentos constituida por confrarias cujos par&#226;metros s&#227;o os seus pr&#243;prios limites, o elogio do igual, a reitera&#231;&#227;o do mesmo e a execra&#231;&#227;o do diferente. (...)&#8221; Me parece que&#160;a linha de argumenta&#231;&#227;o de Bernardo Carvalho trafega pelo que ele mesmo chama de impossibilidade de autoconsci&#234;ncia e reflex&#227;o, uma vez que os blogueiros podem estar demasiado ocupados na express&#227;o p&#250;blica de si mesmos. Digo isso porque dos blogs que leio, alguns s&#227;o di&#225;rios. Relatos pura e simplesmente constru&#237;dos a partir das viv&#234;ncias e acontecimentos do dono da p&#225;gina. Carvalho ainda obsta: &#8220;(...)O di&#225;rio, que antes se mantinha restrito ao privado, j&#225; &#233; concebido para a publica&#231;&#227;o (...)&#8221; Isso gera sintomas. Se se admite que realmente os blogues podem ser reduzidos &#224; express&#227;o da opini&#227;o e da experi&#234;ncia pessoal do autor (Carvalho) temos que os muitos endere&#231;os que pululam na internete sejam recortes narcisistas imbu&#237;dos de situa&#231;&#245;es pessoal&#237;ssimas para alimentar um voyerismo letrado. V&#225;lidos como express&#227;o, leg&#237;timos enquanto linguagem? Provavelmente sim, mas suscitadores de dificuldades de di&#225;logo na medida em que se perca na cr&#237;tica uma distin&#231;&#227;o entre forma e conte&#250;do, j&#225; que fica dif&#237;cil, muitas vezes, saber-se o que afinal se l&#234;, e a partir disso, como afinal se critica (f&#225;cil criticar uma reda&#231;&#227;o? f&#225;cil criticar um atitude ou sentimento diante de um fato? como criticar uma reda&#231;&#227;o que explique o sentimento diante de um ato sem saber afinal o que &#233; este texto?). Sigo exemplificando-me, creio. Mesmo que rasteira, a auto-cr&#237;tica &#233; bem vinda. Tomando como exemplo a minha pr&#243;pria Baz&#243;fia, poderia argumentar que aqui se pretende escrever fic&#231;&#227;o e cr&#244;nica, e que me permito uma oblitera&#231;&#227;o dos limites r&#237;gidos (se por acaso os h&#225;) que separam estes dois fazeres. Mesmo que j&#225; se tenha argumentado anteriormente em outros textos aqui publicados que o cronista deve abandonar a vontade de esconder o eu, implicando numa imagina&#231;&#227;o de sua audi&#234;ncia, me parece que o blogue leva isso a um extremo que, embora possa ser relevado aqui e ali &#8212; n&#227;o acredito que seja o&#160;fim do mundo que num blogue de cultura e cr&#237;tica, o Marcelo Coelho venha um dia dizer aos seus leitores que esteve afastado porque n&#227;o estava muito bem consigo mesmo, o que, ademais, poderia fazer numa coluna de jornal &#8212; n&#227;o deveria, como acontece freq&#252;entemente (aqui inclusive) ser simples vaz&#227;o das mesquinharias di&#225;rias do escritor (ainda que essas mesquinharias fossem a conquista do mundo inteiro, como um ratinho de desenho). Importa nesses termos, quando a publica&#231;&#227;o se deixa chafurdar num ambiente de sombras mal distingu&#237;vel entre cr&#244;nica, prosa de fic&#231;&#227;o, di&#225;rio, novela e l&#225; o que mais haja, n&#227;o se perder de vista que para ser considerado cria&#231;&#227;o liter&#225;ria e art&#237;stica &#233; preciso andar mais adiante do que o simples relato de situa&#231;&#245;es cotidianas ou a descri&#231;&#227;o pura das experi&#234;ncias do dia-a-dia. A despeito de n&#227;o acreditar na for&#231;a modificadora, e sequer renovadora dos blogues, penso que vale&#160;refletir mais detidamente sobre o que afinal se produz na blogosfera, para que ao menos se delimite&#160;quem &#233; quem nesse universo prof&#237;cuo e disforme que andamos ocupando. Se n&#227;o por outros motivos, sirva ao menos para&#160;&#160;tornar menor o desconforto da cr&#237;tica entre os blogueiros que se l&#234;em mutuamente por este ou aquele envolvimento.</description>
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	<item rdf:about="http://julianomachado.blog.terra.com.br/de_blogues_e_blogueiros_parte_i_de_ii">
		<title>De blogues e blogueiros parte I de II</title>
		<link>http://julianomachado.blog.terra.com.br/de_blogues_e_blogueiros_parte_i_de_ii</link>
		<dc:date>02.10.07</dc:date>
		<dc:creator>Juliano Machado</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>Retorno ao blogue ap&#243;s longa pausa. Ainda que grande, essa aus&#234;ncia n&#227;o foi suficiente para, no retorno, ter muito a dizer. E a verdade dorida &#233; esta: n&#227;o tenho nada de importante a dizer. Ou melhor, a palavra ideal &#233; acrescentar. Ali&#225;s, o padecimento mais forte de que me ressenti para deixar o blogue &#224;s tra&#231;as (vejam que outra peculiar desvantagem o meio eletr&#244;nico tem em rela&#231;&#227;o aos livros de papel: n&#227;o pode um blogue ser comido por uma tra&#231;a. Logo, n&#227;o pode um blogue ter aquelas marquinhas das tisanuros que ficam esmagadas nas p&#225;ginas dos tomos mais velhos, vide a cole&#231;&#227;o da Saraiva, aquela com capas horr&#237;veis que t&#234;m uma tarja amarela no p&#233; da edi&#231;&#227;o), dizia que o motivo para deixar o blogue &#224;s tra&#231;as foi n&#227;o ter nada de produtivo a acrescentar sobre os diversos assuntos que por a&#237; corriam: acidente com o avi&#227;o da TAM? Nada tinha para dizer. Palha&#231;ada no Senado Federal? Nada tinha a dizer. Bate boca entre os poetas? Sil&#234;ncio ignaro. Ora, melhor, ent&#227;o, seguir os conselhos de Schopenhauer e ficar calado (ver Parerga e Paralipomena). Mas, justamente por ouvir o fil&#243;sofo, me peguei vislumbrando uma luz no fim do ecr&#227;: talvez n&#227;o se precise sempre ter de dizer alguma coisa sobre os tais assuntos que est&#227;o na pauta do dia (Schopenhauer, al&#233;m disso, argumenta que talvez n&#227;o se precise sobrepor leitura em cima de leitura, mas isso &#233; pano para outra manga). Reli &#8220;O Vermelhor e o Negro&#8221;, e n&#227;o tenho nada a acrescentar de importante acerca do Stendhal, nada de original se depreender&#225; do que possa escrever sobre o Jo&#227;o Cabral de Melo Neto, ou a vota&#231;&#227;o da CPMF, ora, melhor me calar mesmo e mesmo. Com isso pretendo chegar perto do que seja a minha id&#233;ia para publicar o texto que retoma a atividade blogueira: afinal, o que se espera de um blogue? A mais importante modifica&#231;&#227;o, ao meu ver, em minha rela&#231;&#227;o com a blogosfera &#8212; &#224; partir da cria&#231;&#227;o do meu pr&#243;prio endere&#231;o &#8212; foi passar a ser leitor de blogues. E isso, para algu&#233;m como eu que tem um grande ceticismo em rela&#231;&#227;o a tudo que n&#227;o seja papel e livro, &#233; um avan&#231;o significativo. &#201; certo que anteriormente a ter o meu, lia algumas v&#225;rias coisas pela internete, mas o fato de passar de curioso a escritor (de blogue) me tornou num leitor agora ass&#237;duo e organizado dos outros (como a Nina Horta, lamento&#160;n&#227;o arranjar um sin&#244;nimo bom o bastante para blogue, que ali&#225;s, &#233; concess&#227;o minha, a palavra &#233; blog, claro esteja). Ao longo dos j&#225; sete meses de exist&#234;ncia do meu s&#237;tio, juntei uma certa quantidade de outros endere&#231;os que tento freq&#252;entar todos os dias: &#233; claro que esta listinha &#233; vari&#225;vel, sofreu e sofrer&#225; altera&#231;&#245;es, mas ela est&#225; l&#225; nos meus favoritos, devidamente separada pela pasta, redundante, de nome blogues: Os atuais s&#227;o: 1) http://anaturezadomal.blogspot.com &#8212; &#8220;A Natureza do Mal&#8221;, blogue de um portugu&#234;s falando de pol&#237;tica, cultura, comportamento etc, al&#233;m de fotografias postadas pelo outro dono do blogue (me parece que s&#227;o dois). &#201; um blogue interessant&#237;ssimo pela capacidade expressiva e sensibilidade do Luis, o escritor. &#201; certo que ele tamb&#233;m me fascina pelo que n&#227;o alcan&#231;o de sua profundidade, o que s&#243; agu&#231;a minha curiosidade em pesquisar; 2) http://marcelocoelho.folha.blog.uol.com.br &#160;&#8212; do jornalista Marcelo Coelho, da Folha de S. Paulo, falando de cultura e cr&#237;tica, como ele mesmo define. O Marcelo dispensa apresenta&#231;&#245;es mas uma coisa que eu n&#227;o conhecia, pois n&#227;o era leitor ass&#237;duo s&#227;o as deliciosas incurs&#245;es pela m&#250;sica erudita e educa&#231;&#227;o infantil (usando como exemplo a educa&#231;&#227;o de seus filhos); 3) http://neniportero.blog.terra.com.br &#8212; &#8220;Ensaios&#8221;, blogue da amiga Irene que fala de suas sensa&#231;&#245;es e observa&#231;&#245;es acerca do mundo em que vive, partindo do pessoal para chegar numa reflex&#227;o pretensamente mais abrangente. Tenho me desanimado muit&#237;ssimo com essa p&#225;gina, sobretudo depois que a dona me confessou n&#227;o se preocupar muito com a opini&#227;o dos leitores (coisa de que, em princ&#237;pio, sempre duvido); 4) http://elkawaideman.blogspot.com/ &#8212; &#8220;Estamparia&#8221;, p&#225;gina de poesias da minha irm&#227; Elka. Entrou na minha lista porque, afinal, era minha irm&#227; escrevendo. Mas s&#243; se manteve nela pois afinal ela est&#225;, com os seus pouqu&#237;ssimos anos de vida produzindo poesia, e na maior parte das vezes, de boa qualidade; 5) http://tatianamachado.blogspot.com/ &#8212; &#8220;Livres Associa&#231;&#245;es&#8221;, blogue sobre psicologia, arte e cotidiano da minha irm&#227; Tatiana Machado. Psic&#243;loga e excelente leitora, entrou na minha listinha por prerrogativas imaginadas de antem&#227;o, e nela permaneceu por confirmar as expectativas, e mesmo suplanta-las. Mesmo que n&#227;o tivesse o mesmo sobrenome aqui estaria pelas originais reflex&#245;es a que se prop&#245;e; 6) http://cidadania-e.blogspot.com &#8212; &#34;Exerc&#237;cios de Cidadania&#34; blogue do meu pai, Elcio. Interessante reflex&#227;o sobre cidadania e conv&#237;vio social. Ponto de vista, como ele se intitula modestamente, do cidad&#227;o comum (no caso o cidad&#227;o comum tem uma viv&#234;ncia e um conhecimento de causa que o coloca como um observador muito competente e atento do que se prop&#245;e. Pena que o blogue n&#227;o tenha mais que meia d&#250;zia de textos e n&#227;o seja atualizado h&#225; muito tempo (o que me far&#225;, mais tarde, em outro texto, comentar sobre a periodicidade que se esperaria de um blogue); 7) http://pracozinha.blogspot.com/ &#8212; &#8220;A Gulla&#8221;, blogue de culin&#225;ria e outras del&#237;cias. P&#225;gina de um amigo long&#237;nquo do tempo das primeiras faculdades chamado Rodrigo. Nele pus os p&#233;s para ver o que afinal andava pensando um amigo de tantos anos sem contato. Encanto imediato: o danado sabe falar de culin&#225;ria de um jeito criativo, original e muito divertido, al&#233;m de oferecer fotos e hist&#243;rias interessantes das comidas que prepara, das bebidas que bebe etc. O que me fascina nessa p&#225;gina &#233; capacidade de mesclar a culin&#225;ria, que afinal &#233; di&#225;ria, com realmente as todas outras facetas do pano social que envolve o ato de comer;
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	<item rdf:about="http://julianomachado.blog.terra.com.br/retorno_de_quem_nao_retorna">
		<title>Retorno de quem n&#227;o retorna</title>
		<link>http://julianomachado.blog.terra.com.br/retorno_de_quem_nao_retorna</link>
		<dc:date>01.10.07</dc:date>
		<dc:creator>Juliano Machado</dc:creator>
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		<description>Caros leitores&#160;,&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; me comprometi a voltar para estas bandas em primeiro de outubro e aqui estou. Claro que minha id&#233;ia n&#227;o era a de re-estrear pedindo desculpas por n&#227;o re-estrear. Mas como o texto que eu pretendia publicar hoje aqui ficou maior do que eu imaginava, n&#227;o consegui termina-lo a contento, e muito menos me arriscaria a posta-lo sem qualquer revis&#227;o. Ent&#227;o me escuso no primeiro de outubro explicando que amanh&#227;, dois de outubro estar&#225; aqui um textinho. Que versar&#225;, inclusive, sobre blogues e sobre blogueiros. At&#233; logo, e fico de verdade comovido com a paci&#234;ncia dos que a tiveram. </description>
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	<title>Baz&#243;fia</title>
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	<description>Literatura, Pol&#237;tica, Bares, Arte, Futebol e outras besteiras e presun&#231;&#245;es.</description>
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		<title>O Terra Addio</title>
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		<dc:date>23.10.07</dc:date>
		<dc:creator>Juliano Machado</dc:creator>
		<dc:subject>Artes</dc:subject>
		<description>Tiro a Baz&#243;fia do endere&#231;o Terra. Exasperou-me at&#233; ao intoler&#225;vel. Ruim em recursos, p&#233;ssimo em funcionalidade, a &#250;ltima foi n&#227;o aceitar tal e qual e contador de visitas. Se n&#227;o parti antes foi somente por respeito aos poucos leitores, para n&#227;o aporrinhar-lhes a cabe&#231;a fazendo-os inscrever, decorar ou catalogar um novo endere&#231;o. Mas agora cedo: para ficar bastante pr&#243;ximo, a nova casa da Baz&#243;fia (que afinal continuar&#225; sendo a mesma porcaria) &#233;: 
http://julianomachadobazofia.blogspot.com E por que bogspot? Porque existe a Veridiana. Com uma paci&#234;ncia e boa vontade que eu n&#227;o vejo por a&#237;, foi l&#225;, criou o blogue, acertou as configura&#231;&#245;es iniciais, me explicou como proceder ao restante (&#233; que sou um perna-de-pau em mat&#233;ria de internete). O blogspot, ao que me parece, tamb&#233;m, agrada tanto aqui quanto acol&#225;, Huck e Ferr&#233;z, Palmeira e Cor&#237;nthians. &#201; l&#225; agora que me encontro, pouco produzindo para a Baz&#243;fia de casa (e n&#227;o cara) nova. Espero todos voc&#234;s por l&#225;. 
Recapitulando: se quiserem ler o que escrevo sob o ep&#237;teto de Baz&#243;fia o endere&#231;o novo &#233;:
http://julianomachadobazofia.blogspot.com
&#160;</description>
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		<title>O Bilhete</title>
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		<dc:date>04.10.07</dc:date>
		<dc:creator>Juliano Machado</dc:creator>
		<dc:subject>Artes</dc:subject>
		<description>Porque ele tinha achado o termo que considerava perfeito. Porque tinha decidido o palco e preparado o cen&#225;rio. Hamlet contempor&#226;neo, personagem de sim mesmo, sincero acima de tudo por&#160;seu fito justificar o meio. Era a mulher de sua vida e n&#227;o poderia haver problema &#233;tico ou moral em se preparar, em estudar, em pensar nos pormenores que concorreriam para que voltassem a ficar juntos. Ele a amava, muito. Perdidamente. E se armar para a batalha do amor e da reconquista n&#227;o deveria causar protesto. 
Escolheu o melhor ip&#234; da cidade. Marcou um hor&#225;rio ameno, ao entardecer. Quisera&#160;fosse outro o dia da semana, mas a prem&#234;ncia das coisas n&#227;o permitia vacilo. N&#227;o se arrumou muito, n&#227;o exagerou no perfume. Diretor calejado, sabia que os exageros agora s&#243; poderiam furtar&#160;aten&#231;&#227;o &#224; cena principal. O que interessava era o texto. O texto que t&#227;o bem soubera encontrar dentro de suas entranhas. Mentira, ele pensava: resultado de labor, de exame de consci&#234;ncia, de raz&#227;o. &#8220;O amor tenho-no enorme, e &#233; ele quem me impele a colocar a intelig&#234;ncia a formular os motivos que me poder&#227;o trazer de volta a raz&#227;o &#250;nica desse mesmo amor&#8221;. 
Resolvera no limiar do encontro marcado que n&#227;o bastaria apenas dizer tudo que h&#225; para dizer, e que podia se permitir. Por mais que sua capacidade orat&#243;ria estivesse treinada para o momento, nada venceria a for&#231;a assaz persuasiva de sua escrita. E n&#227;o que se considerasse o maior escritor do mundo, mas todo o crescimento de sua rela&#231;&#227;o com ela se dera permeado pela palavra escrita. Ent&#227;o escreveu um bilhete. Nesse bilhete sintetizou o argumento que considerava fundamental para que ficassem juntos. Foi trabalho h&#225;bil, talhado com suor e revis&#227;o. 
Embaixo do ip&#234;, no costado do jardim da pra&#231;a do coreto, se abra&#231;aram demoradamente. Ele falou primeiro: &#8212; Eu te amo, te amo muito, n&#227;o &#233; poss&#237;vel que n&#227;o vamos ficar juntos... &#8212; Eu tamb&#233;m te amo... Seguiu-se um sil&#234;ncio arfante e as sanvit&#225;lias, que em princ&#237;pio queriam que eles dali sa&#237;ssem para aproveitarem a &#250;ltima r&#233;stia do sol, ficaram mudas de um ventinho mi&#250;do que trouxe uma poalha de despedida. Ela falou: &#8212;&#160; N&#243;s j&#225; sabemos que n&#227;o d&#225; mais... Por mais amor que ainda... &#8212; Ainda existe! Eu n&#227;o sei como dizer isso, n&#227;o sei que palavras usar...Eu s&#243; queria estar do seu lado, cuidar de voc&#234;. N&#243;s somos muito parecidos, somos melanc&#243;licos e estranhos, mas ao mesmo tempo ningu&#233;m consegue se divertir como n&#243;s conseguimos quando estamos juntos... &#8212; De que adianta tudo isso? Tudo isso j&#225; foi dito e repetido. S&#243; vim entregar seu livro e suas coisas. &#8212; &#201; isso mesmo, eu n&#227;o sei dizer quando tenho que dizer. Por isso escrevi um bilhete, era pra voc&#234; ler agora, eu ficaria aqui quietinho esperando. Mas n&#227;o est&#225; neste livro aqui, coloquei em outro, me confundi, ficou em casa. &#8212; Adeus, suas coisas est&#227;o aqui. Eu preciso ir. &#8212; Posso mandar o bilhete para o seu endere&#231;o? &#8212; De que vai adiantar? Eu estou indo embora. 
Ela estava sentada em minha frente, mas n&#227;o me olhava. Reparava somente na capa do livro, e eu n&#227;o queria incomodar o seu pensamento, mas precisava partir. Falei com tristeza e do&#231;ura, recuando a m&#227;o antes de completar o movimento de tocar a m&#227;o dela: &#8212; Ele me contou essa hist&#243;ria desse jeitinho, dois ou tr&#234;s dias antes daquela quinta-feira terr&#237;vel. Eu n&#227;o posso dizer que ele sabia o que iria acontecer, mas estava t&#227;o triste e entregue que eu adivinhava algum movimento muito dif&#237;cil. &#8212; Foi essa a primeira vez que ele falou do bilhete? &#8212; Foi a primeira vez. Esse livro ficou em minha biblioteca por quatro anos, intocado, e mesmo depois de tudo quanto ele me disse, s&#243; ontem tive condi&#231;&#245;es de vir aqui abri-lo, porque sabia que precisava entreg&#225;-lo a voc&#234;. &#8212; Ele n&#227;o me disse que o livro em que tinha colocado o bilhete era seu, mas naquela altura eu tamb&#233;m n&#227;o dei nenhuma aten&#231;&#227;o. &#8212; Agora mais nada importa. Eu s&#243; queria que voc&#234; ficasse com o bilhete, e se n&#227;o for pedir muito, com o livro tamb&#233;m...
Ela pegou o livro de cima da mesa, leu em voz alta o t&#237;tulo &#8220;Os serm&#245;es, Padre Ant&#244;nio Vieira&#8221;. Alisou a capa dura e azul, um livro antigo mas bem cuidado, de impress&#227;o agrad&#225;vel aos olhos, um pouco ofuscados que estavam pela claridade da manh&#227;. Abriu-o e encontrou o bilhete, desdobrou sua &#250;nica dobra e tencionou ler em voz alta, ao que eu protestei: &#8212; Isso n&#227;o me diz respeito, &#233; de voc&#234;s. Ela continuou sem se importar com o que eu houvera dito: &#8212; &#8220;&#192;s vezes tenta-se dizer coisas indiz&#237;veis como eu tentei agora h&#225; pouco. E tudo se confunde, porque n&#227;o d&#225; para precisar em palavras o encantamento da alma de quem quer, como eu quero, simplesmente, delicadamente, estar ao seu lado. Estar ao seu lado para qualquer coisa, cuidar de voc&#234; como quem se roja aos p&#233;s de algum santo. &#201; certo que n&#227;o sou o mais forte do mundo, e nem incondicionalmente posso prometer ficar aqui, mas &#233; contigo que quero ficar. Somos estranhos, diferentes, melanc&#243;licos, tristes. Ao mesmo tempo somos alegres, engra&#231;ados, e ningu&#233;m mais ri como n&#243;s rimos quando estamos um com o outro. Sabe o que eu acho? Que a nossa estranheza, nossa melancolia e nossa tristeza, s&#243; podem ser vencidas quando aproximadas uma das outras, porque nem eu nem voc&#234; queremos ser uns palha&#231;os rindo &#224; toa da vida, como todo mundo ri, n&#227;o queremos ser felizes por nada. Pelo contr&#225;rio, acho que n&#243;s queremos ser felizes com bons motivos, e queremos aproveitar e destilar nossa tristeza quando ela tiver de ser destilada. &#201; por isso que acho que a gente se encaixa t&#227;o bem, pois talvez saibamos como rir quando o riso &#233; v&#225;lido e sofrer quando s&#243; podemos sofrer. Por isso, vamos sofrer juntos, porque a gente tem a capacidade de rir e de sermos felizes juntos.&#8221; 
Quando ela terminou de ler olhou para mim e encontrou os meus olhos fixados nela. Parecia estar comovida, mas tamb&#233;m poderia estar resignada. Permaneceu por brev&#237;ssimo instante me olhando e como eu n&#227;o dissesse nada, falou com a voz firme, mas for&#231;ando um sorriso nos l&#225;bios: &#8212; &#201; lindo. Me vejo e vejo a ele aqui. Essa sensibilidade que ele tinha para nos perceber e para me mostrar essa percep&#231;&#227;o foi uma entre tantas coisas que fizeram me apaixonar. Gostaria de ter lido isso na &#233;poca, mas mesmo se tivesse lido, eu n&#227;o teria ficado. Meu avi&#227;o sairia em duas horas. N&#227;o havia mais tempo para estar ali. &#160;A ele jamais poderia voltar a ver e foi a &#250;ltima vez que a vi. N&#227;o ficou com o livro mas dobrou o bilhete na mesma &#250;nica dobra, e guardou dentro de sua bolsa.</description>
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	<item rdf:about="http://julianomachado.blog.terra.com.br/de_blogues_e_blogueiros_parte_ii_de_ii">
		<title>De blogues e blogueiros parte II de II</title>
		<link>http://julianomachado.blog.terra.com.br/de_blogues_e_blogueiros_parte_ii_de_ii</link>
		<dc:date>02.10.07</dc:date>
		<dc:creator>Juliano Machado</dc:creator>
		<dc:subject>Artes</dc:subject>
		<description>8) http://www.interney.net/blogs/guindaste/ &#8212; &#8220;Guindaste&#8221;, o blogue mais pop que leio. Sua dona, a Carol Costa, &#233; jornalista em S&#227;o Paulo, e segundo o que ela mesma conta j&#225; passeou por diversas reda&#231;&#245;es por a&#237; afora. Multifuncional, escreve, fotografa e desenha. O texto &#233; leve, certeiro, jornal&#237;stico, e a variedade de assuntos imensa, embora eu me concentre em uma palavra para cita-lo: egotrip. O blogue da Carol &#233; conhecid&#237;ssimo e tem mais leitores do que eu sequer sonho nos meus mais benevolentes passeios on&#237;ricos. Ainda que n&#227;o escape da cr&#237;tica gen&#233;rica que abaixo comentarei, o Guindaste queria eu escrev&#234;-lo. Mais tarde descobri que a Carol viveu por muito tempo na cidade em que hoje moro, mas isso s&#227;o coincid&#234;ncias posteriores &#224; conquista do leitor aqui em quest&#227;o; 9) http://www.veridianices.blogspot.com &#8212; &#8220;Veridianices&#8221;, blogue da Veridiana, nem seria preciso diz&#234;-lo. A Veri &#233; uma amiga que escreve um di&#225;rio p&#250;blico. Di&#225;rio mesmo, sem pestanejar: l&#225; est&#225; com uma capacidade produtiva enorme os seus gostos e desgostos di&#225;rios, filtrado por uma escrita que domina muito bem a sintaxe e que se deixa envolver por uma sensibilidade que, se nunca &#233; exagerada no conte&#250;do, &#224;s vezes o &#233; na forma; 10) http://idiossincrasiaju.blogspot.com/ &#8212; &#8220;Idiossincrasias&#8221; da amiga Juliana. Como o pr&#243;prio nome celebra, retalhos de uma colcha que vai formando a dona, suas viv&#234;ncias e as pessoas que enfim participam da vida dela. Tamb&#233;m &#233; uma mulher muito sens&#237;vel e esse recorte tamb&#233;m &#233; bonito de se ver, ainda que esbarre na forma. &#201; um di&#225;rio, mas um di&#225;rio um pouco menos narcisista que o Veridianices, ou melhor, mais disfar&#231;ado, talvez. 11) http://come-se.blogspot.com/ &#8212; &#8220;Come-se&#8221;, blogue de culin&#225;ria e afins da Neide Rigo. Uma del&#237;cia de p&#225;gina bem cuidada, informativa, leve e organizada. Conheci por indica&#231;&#227;o da j&#225; citada Nina Horta e fiquei encantado.
A listinha &#233; composta por p&#225;ginas em que os assuntos me interessam e por conhecidos. Simples assim: leio em princ&#237;pio o Marcelo Coelho porque me interessam os assuntos a&#237; tratados, e leio em princ&#237;pio o blogue de uma amiga porque ela &#233; minha amiga. Claro que depois de certo tempo (ou do grau de amizade) poderia deixar de ler por ser da amiga ou justamente continuar lendo por ser amigo, a despeito de ser perfeitamente poss&#237;vel me manter leitor pela qualidade do escrito. Mas afinal, o que &#233; um blogue? Seria ocioso enumerar aqui a enorme variedade de propostas e linguagens, fitos e fins que a blogosfera oferta, mas de uma maneira bastante geral eu tendo a acreditar no que diz o Bernardo Carvalho (Folha de S. Paulo, caderno Ilustrada, p&#225;gina e8, ter&#231;a-feira, 28 de agosto de 2007): &#8220;(...)o eu dos blogs &#233; uma proje&#231;&#227;o que se realiza numa segunda realidade, numa rede de inter-relacionamentos constituida por confrarias cujos par&#226;metros s&#227;o os seus pr&#243;prios limites, o elogio do igual, a reitera&#231;&#227;o do mesmo e a execra&#231;&#227;o do diferente. (...)&#8221; Me parece que&#160;a linha de argumenta&#231;&#227;o de Bernardo Carvalho trafega pelo que ele mesmo chama de impossibilidade de autoconsci&#234;ncia e reflex&#227;o, uma vez que os blogueiros podem estar demasiado ocupados na express&#227;o p&#250;blica de si mesmos. Digo isso porque dos blogs que leio, alguns s&#227;o di&#225;rios. Relatos pura e simplesmente constru&#237;dos a partir das viv&#234;ncias e acontecimentos do dono da p&#225;gina. Carvalho ainda obsta: &#8220;(...)O di&#225;rio, que antes se mantinha restrito ao privado, j&#225; &#233; concebido para a publica&#231;&#227;o (...)&#8221; Isso gera sintomas. Se se admite que realmente os blogues podem ser reduzidos &#224; express&#227;o da opini&#227;o e da experi&#234;ncia pessoal do autor (Carvalho) temos que os muitos endere&#231;os que pululam na internete sejam recortes narcisistas imbu&#237;dos de situa&#231;&#245;es pessoal&#237;ssimas para alimentar um voyerismo letrado. V&#225;lidos como express&#227;o, leg&#237;timos enquanto linguagem? Provavelmente sim, mas suscitadores de dificuldades de di&#225;logo na medida em que se perca na cr&#237;tica uma distin&#231;&#227;o entre forma e conte&#250;do, j&#225; que fica dif&#237;cil, muitas vezes, saber-se o que afinal se l&#234;, e a partir disso, como afinal se critica (f&#225;cil criticar uma reda&#231;&#227;o? f&#225;cil criticar um atitude ou sentimento diante de um fato? como criticar uma reda&#231;&#227;o que explique o sentimento diante de um ato sem saber afinal o que &#233; este texto?). Sigo exemplificando-me, creio. Mesmo que rasteira, a auto-cr&#237;tica &#233; bem vinda. Tomando como exemplo a minha pr&#243;pria Baz&#243;fia, poderia argumentar que aqui se pretende escrever fic&#231;&#227;o e cr&#244;nica, e que me permito uma oblitera&#231;&#227;o dos limites r&#237;gidos (se por acaso os h&#225;) que separam estes dois fazeres. Mesmo que j&#225; se tenha argumentado anteriormente em outros textos aqui publicados que o cronista deve abandonar a vontade de esconder o eu, implicando numa imagina&#231;&#227;o de sua audi&#234;ncia, me parece que o blogue leva isso a um extremo que, embora possa ser relevado aqui e ali &#8212; n&#227;o acredito que seja o&#160;fim do mundo que num blogue de cultura e cr&#237;tica, o Marcelo Coelho venha um dia dizer aos seus leitores que esteve afastado porque n&#227;o estava muito bem consigo mesmo, o que, ademais, poderia fazer numa coluna de jornal &#8212; n&#227;o deveria, como acontece freq&#252;entemente (aqui inclusive) ser simples vaz&#227;o das mesquinharias di&#225;rias do escritor (ainda que essas mesquinharias fossem a conquista do mundo inteiro, como um ratinho de desenho). Importa nesses termos, quando a publica&#231;&#227;o se deixa chafurdar num ambiente de sombras mal distingu&#237;vel entre cr&#244;nica, prosa de fic&#231;&#227;o, di&#225;rio, novela e l&#225; o que mais haja, n&#227;o se perder de vista que para ser considerado cria&#231;&#227;o liter&#225;ria e art&#237;stica &#233; preciso andar mais adiante do que o simples relato de situa&#231;&#245;es cotidianas ou a descri&#231;&#227;o pura das experi&#234;ncias do dia-a-dia. A despeito de n&#227;o acreditar na for&#231;a modificadora, e sequer renovadora dos blogues, penso que vale&#160;refletir mais detidamente sobre o que afinal se produz na blogosfera, para que ao menos se delimite&#160;quem &#233; quem nesse universo prof&#237;cuo e disforme que andamos ocupando. Se n&#227;o por outros motivos, sirva ao menos para&#160;&#160;tornar menor o desconforto da cr&#237;tica entre os blogueiros que se l&#234;em mutuamente por este ou aquele envolvimento.</description>
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	<item rdf:about="http://julianomachado.blog.terra.com.br/de_blogues_e_blogueiros_parte_i_de_ii">
		<title>De blogues e blogueiros parte I de II</title>
		<link>http://julianomachado.blog.terra.com.br/de_blogues_e_blogueiros_parte_i_de_ii</link>
		<dc:date>02.10.07</dc:date>
		<dc:creator>Juliano Machado</dc:creator>
		<dc:subject>Artes</dc:subject>
		<description>Retorno ao blogue ap&#243;s longa pausa. Ainda que grande, essa aus&#234;ncia n&#227;o foi suficiente para, no retorno, ter muito a dizer. E a verdade dorida &#233; esta: n&#227;o tenho nada de importante a dizer. Ou melhor, a palavra ideal &#233; acrescentar. Ali&#225;s, o padecimento mais forte de que me ressenti para deixar o blogue &#224;s tra&#231;as (vejam que outra peculiar desvantagem o meio eletr&#244;nico tem em rela&#231;&#227;o aos livros de papel: n&#227;o pode um blogue ser comido por uma tra&#231;a. Logo, n&#227;o pode um blogue ter aquelas marquinhas das tisanuros que ficam esmagadas nas p&#225;ginas dos tomos mais velhos, vide a cole&#231;&#227;o da Saraiva, aquela com capas horr&#237;veis que t&#234;m uma tarja amarela no p&#233; da edi&#231;&#227;o), dizia que o motivo para deixar o blogue &#224;s tra&#231;as foi n&#227;o ter nada de produtivo a acrescentar sobre os diversos assuntos que por a&#237; corriam: acidente com o avi&#227;o da TAM? Nada tinha para dizer. Palha&#231;ada no Senado Federal? Nada tinha a dizer. Bate boca entre os poetas? Sil&#234;ncio ignaro. Ora, melhor, ent&#227;o, seguir os conselhos de Schopenhauer e ficar calado (ver Parerga e Paralipomena). Mas, justamente por ouvir o fil&#243;sofo, me peguei vislumbrando uma luz no fim do ecr&#227;: talvez n&#227;o se precise sempre ter de dizer alguma coisa sobre os tais assuntos que est&#227;o na pauta do dia (Schopenhauer, al&#233;m disso, argumenta que talvez n&#227;o se precise sobrepor leitura em cima de leitura, mas isso &#233; pano para outra manga). Reli &#8220;O Vermelhor e o Negro&#8221;, e n&#227;o tenho nada a acrescentar de importante acerca do Stendhal, nada de original se depreender&#225; do que possa escrever sobre o Jo&#227;o Cabral de Melo Neto, ou a vota&#231;&#227;o da CPMF, ora, melhor me calar mesmo e mesmo. Com isso pretendo chegar perto do que seja a minha id&#233;ia para publicar o texto que retoma a atividade blogueira: afinal, o que se espera de um blogue? A mais importante modifica&#231;&#227;o, ao meu ver, em minha rela&#231;&#227;o com a blogosfera &#8212; &#224; partir da cria&#231;&#227;o do meu pr&#243;prio endere&#231;o &#8212; foi passar a ser leitor de blogues. E isso, para algu&#233;m como eu que tem um grande ceticismo em rela&#231;&#227;o a tudo que n&#227;o seja papel e livro, &#233; um avan&#231;o significativo. &#201; certo que anteriormente a ter o meu, lia algumas v&#225;rias coisas pela internete, mas o fato de passar de curioso a escritor (de blogue) me tornou num leitor agora ass&#237;duo e organizado dos outros (como a Nina Horta, lamento&#160;n&#227;o arranjar um sin&#244;nimo bom o bastante para blogue, que ali&#225;s, &#233; concess&#227;o minha, a palavra &#233; blog, claro esteja). Ao longo dos j&#225; sete meses de exist&#234;ncia do meu s&#237;tio, juntei uma certa quantidade de outros endere&#231;os que tento freq&#252;entar todos os dias: &#233; claro que esta listinha &#233; vari&#225;vel, sofreu e sofrer&#225; altera&#231;&#245;es, mas ela est&#225; l&#225; nos meus favoritos, devidamente separada pela pasta, redundante, de nome blogues: Os atuais s&#227;o: 1) http://anaturezadomal.blogspot.com &#8212; &#8220;A Natureza do Mal&#8221;, blogue de um portugu&#234;s falando de pol&#237;tica, cultura, comportamento etc, al&#233;m de fotografias postadas pelo outro dono do blogue (me parece que s&#227;o dois). &#201; um blogue interessant&#237;ssimo pela capacidade expressiva e sensibilidade do Luis, o escritor. &#201; certo que ele tamb&#233;m me fascina pelo que n&#227;o alcan&#231;o de sua profundidade, o que s&#243; agu&#231;a minha curiosidade em pesquisar; 2) http://marcelocoelho.folha.blog.uol.com.br &#160;&#8212; do jornalista Marcelo Coelho, da Folha de S. Paulo, falando de cultura e cr&#237;tica, como ele mesmo define. O Marcelo dispensa apresenta&#231;&#245;es mas uma coisa que eu n&#227;o conhecia, pois n&#227;o era leitor ass&#237;duo s&#227;o as deliciosas incurs&#245;es pela m&#250;sica erudita e educa&#231;&#227;o infantil (usando como exemplo a educa&#231;&#227;o de seus filhos); 3) http://neniportero.blog.terra.com.br &#8212; &#8220;Ensaios&#8221;, blogue da amiga Irene que fala de suas sensa&#231;&#245;es e observa&#231;&#245;es acerca do mundo em que vive, partindo do pessoal para chegar numa reflex&#227;o pretensamente mais abrangente. Tenho me desanimado muit&#237;ssimo com essa p&#225;gina, sobretudo depois que a dona me confessou n&#227;o se preocupar muito com a opini&#227;o dos leitores (coisa de que, em princ&#237;pio, sempre duvido); 4) http://elkawaideman.blogspot.com/ &#8212; &#8220;Estamparia&#8221;, p&#225;gina de poesias da minha irm&#227; Elka. Entrou na minha lista porque, afinal, era minha irm&#227; escrevendo. Mas s&#243; se manteve nela pois afinal ela est&#225;, com os seus pouqu&#237;ssimos anos de vida produzindo poesia, e na maior parte das vezes, de boa qualidade; 5) http://tatianamachado.blogspot.com/ &#8212; &#8220;Livres Associa&#231;&#245;es&#8221;, blogue sobre psicologia, arte e cotidiano da minha irm&#227; Tatiana Machado. Psic&#243;loga e excelente leitora, entrou na minha listinha por prerrogativas imaginadas de antem&#227;o, e nela permaneceu por confirmar as expectativas, e mesmo suplanta-las. Mesmo que n&#227;o tivesse o mesmo sobrenome aqui estaria pelas originais reflex&#245;es a que se prop&#245;e; 6) http://cidadania-e.blogspot.com &#8212; &#34;Exerc&#237;cios de Cidadania&#34; blogue do meu pai, Elcio. Interessante reflex&#227;o sobre cidadania e conv&#237;vio social. Ponto de vista, como ele se intitula modestamente, do cidad&#227;o comum (no caso o cidad&#227;o comum tem uma viv&#234;ncia e um conhecimento de causa que o coloca como um observador muito competente e atento do que se prop&#245;e. Pena que o blogue n&#227;o tenha mais que meia d&#250;zia de textos e n&#227;o seja atualizado h&#225; muito tempo (o que me far&#225;, mais tarde, em outro texto, comentar sobre a periodicidade que se esperaria de um blogue); 7) http://pracozinha.blogspot.com/ &#8212; &#8220;A Gulla&#8221;, blogue de culin&#225;ria e outras del&#237;cias. P&#225;gina de um amigo long&#237;nquo do tempo das primeiras faculdades chamado Rodrigo. Nele pus os p&#233;s para ver o que afinal andava pensando um amigo de tantos anos sem contato. Encanto imediato: o danado sabe falar de culin&#225;ria de um jeito criativo, original e muito divertido, al&#233;m de oferecer fotos e hist&#243;rias interessantes das comidas que prepara, das bebidas que bebe etc. O que me fascina nessa p&#225;gina &#233; capacidade de mesclar a culin&#225;ria, que afinal &#233; di&#225;ria, com realmente as todas outras facetas do pano social que envolve o ato de comer;
continua...</description>
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	<item rdf:about="http://julianomachado.blog.terra.com.br/retorno_de_quem_nao_retorna">
		<title>Retorno de quem n&#227;o retorna</title>
		<link>http://julianomachado.blog.terra.com.br/retorno_de_quem_nao_retorna</link>
		<dc:date>01.10.07</dc:date>
		<dc:creator>Juliano Machado</dc:creator>
		<dc:subject>Artes</dc:subject>
		<description>Caros leitores&#160;,&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; me comprometi a voltar para estas bandas em primeiro de outubro e aqui estou. Claro que minha id&#233;ia n&#227;o era a de re-estrear pedindo desculpas por n&#227;o re-estrear. Mas como o texto que eu pretendia publicar hoje aqui ficou maior do que eu imaginava, n&#227;o consegui termina-lo a contento, e muito menos me arriscaria a posta-lo sem qualquer revis&#227;o. Ent&#227;o me escuso no primeiro de outubro explicando que amanh&#227;, dois de outubro estar&#225; aqui um textinho. Que versar&#225;, inclusive, sobre blogues e sobre blogueiros. At&#233; logo, e fico de verdade comovido com a paci&#234;ncia dos que a tiveram. </description>
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