Há modalidades de flores de plástico. As mais comuns são, evidentemente, àquelas destinadas aos mausoléus, ataúdes e sepulturas de todos os materiais e imagens, além das formas e tamanho. O trajeto dessas flores plásticas é claustrofóbico, porque saem da fábrica em caminhões que as transportam a distribuidores que as revendem às floriculturas que ladeiam os cemitérios. Carregam consigo sempre alguma poeira, que se vai amealhando logo mesmo na planta de produção, passando pelo já citado veículo até chegar ao depósito onde, enfim, alojam-se. Nas floriculturas sobram-lhes as câmaras traseiras escuras, pois é certo que à vista as flores vivas (ainda vivas. A maioria já foi desligada da terra) têm preferência de mostrar seu colorido. Contudo, uma outra espécie existe. São essas as flores de plástico decorativas, fabricos usados em decorações do que se chama ambiente. Banheiros, salas, saletas, garagens, algumas sacadas, cozinhas e sobretudo nas áreas de convívio das chácaras, onde, aliás, elas são depositadas e ajeitadinhas, normalmente, juntas de flores e plantas de verdade, isto é, aquelas que possuem seiva a lhes correr.
É certo que ambas as modalidades não necessitam de água e não morrem com facilidade, visto que, na maioria das vezes, são realmente feitas de plástico, material este que leva, dizem-nos sempre os ecologistas, mais de 150 mil anos para se desintegrar. Embora elas tenham a mesma composição e método de manufatura, somente a um observador bastante desatento seria dado imaginar que não há diferenças entre umas e outras, apesar do jaez em comum.
As flores de plástico de cemitério têm matizes frias, tendentes sempre ao azul e ao preto na escala de valor. Daí se preferirem as madrepérolas, as geisas, as violetas, e sobretudo a boa-morte. Quando chegam aos jazigos, são depositadas com calma, e as lágrimas, quando as há, a despeito de salgadas, só servem para fazer limpar um pouco o pó supracitado, num efeito paliativo, ou antes, enganador: a superfície que se molhou com a gota, será tanto mais convidativa para o acúmulo de outras e mais sujidades a que estão sujeitos os cemitérios. Depois, são lá esquecidas, e só visitadas aniversariamente. À mercê do tempo e do clima, das bátegas diluvianas, do sol acachapante, do vento, da poalha de inverno, são desgastadas e corroídas pela força assaz persuasiva do tempo, tendo seu material compositivo sobejados motivos de se esboroar. Não nos esquecendo de que as cores escuras maior quantidade de luz absorvem, o que acelera o processo.
De maneira diferente, a outra modalidade de flores de plástico são de cores quentes da alegria, da diversão, do sangue, da vida. Por isso mesmo representações de rosas, dálias, copos-de-leite, sanvitálias, miosótis, quando não girassóis mesmo. Maneirinhas ao lado das flores de verdade em jardineiras e outros demais lugares citados, apanham o sol fracionado por janelas de vidros e outras proteções urbanísticas, mas, se estão ao ar livre, primas espaciais das verdadeiras, nunca tomam o sol na fronte todo o dia, e não se esturricam. Também o pó não lhes bafeja, uma vez que dado o ambiente salubre em que vivem seja sempre higienezado, e ainda por vezes lhes sobram umas gotículas animadas do que é aspergido às suas companheiras reais.
Ante o exposto, seria de se esperar que as flores de plástico da primeira categoria — quais sejam as atávicas da celebração da morte, ou sua memória — deveriam durar bastante menos que suas irmãs festivas, pouco degeneradas no seu dia-a-dia contente, ao lado, não só de flores vivas, mas também de pessoas vivas. Entretanto, a verdade comprovada cientificamente nos manuais práticos de olhar e ver é que o lapso temporal de existência e durabilidade das flores plásticas dos cemitérios é maior, de modo que suas irmãs enfeitadoras de banheiros, copas, salas e jardineiras, são trocadas amiúdes e substituídas muito mais rápido do que o seriam as outras, caso houvesse interesse premente na ação.
Por um mecanismo já bastante conhecido do evolucionismo, lograram as flores de plástico de cemitério uma adaptação, talvez por mimetismo, às condições hostis do ambiente em que vivem (e dos esqueletos que reverenciam), sobretudo do ponto de vista metafísico, quando puderam se aperceber de que não se pode perder muito de um líquido que cai gota a gota. Da percepção prostrada do caráter transitório da vida, do desapego mecânico com que puderam ao longo dos anos notar que nem mesmo a memória resiste à morte, adaptaram-se fisiologicamente a viver sem nenhuma espécie de sorriso ou esperança — e por isso sem movimento —, o que é largamente conhecido como uma eficiente maneira de economizar energia. Suas irmãs risonhas, flores de plástico de jardineiras e decorativas de ambientes, pelo mesmo processo destilado acima, amolgaram-se pelo modos vivendi de suas companheiras vivas, atentas a todo instante aos movimentos, cores e sons da festiva existência humana. Os homens duram pouco, e as flores que os homens plantam, duram menos ainda. Na tentativa de aproximação de seus pares, as flores de plástico dessa categoria passaram a durar bastante menos (ainda que imarcescíveis), o que se tornou num dos fatores da redução categórica de sua produção, por conta de terem correspondido com ineficiência na margem do lucro. Em contrapartida, pôde-se observar um aumento na luminosidade dessas flores de plástico, já que com as companheiras vivas aprenderam que aquilo que rápido se extingue mais brilho oferece. Essa tendência evolutiva das flores de plástico felizes vem se tornando num paradoxo da teoria, uma vez que o caminho natural é a aniquilação da espécie. Não obstante isso, parece ao final concorreu-se para que haja aí um primeiro e último gene de contato com as suas irmãs flores de plástico de cemitério, qual seja a percepção arrastada ao longo dos séculos de que afinal, à morte, ninguém pode fazer esperar eternamente, corroborando com isso o príncipe hamlet, que muito anteriormente havia dito que se não sabemos nada daquilo que aqui deixamos, que nos importa deixa-lo antes?
(Na foto, flores de plástico e respectivos materiais para o fabrico manual das atavias)
TERRA_COMMENTS
Ana, obrigado por ler o blogue e sobretudo por comentar. Concordo com você, também achei que o último parágrafo ficou bastante atropelado. Reli apenas duas vezes antes de publica-lo, o que é pouco para uma revisão. Vou pensar a respeito de tentar melhora-lo.
Juliano Machado \\ 28.05.07 15:12:44
Tatiana, acho que você pegou realmente o tema do texto. E a questão principal (mesmo que eu não tenha entendido perfeitamente sua divagação) é realmente essa da finitude das coisas e de que as flores de plástico "morrem" mesmo imarcescíveis. Mas, creio que no início, minha idéia era de falar também, o que depois ficou só jogado, do fato de as coisas que têm um brilho muito intenso durarem menos.
beijo
Juliano Machado \\ 28.05.07 15:11:20
Gostei desse texto. Achei um pouco confuso no último paragráfo, as palavras se atropelam sem que exista uma necessidade de tamanha velocidade no andamento da narração. Mas a idéia é boa.
Ana \\ 28.05.07 14:57:46
Sabe, Juliano, achei interessante o fato de você desenvolver nesse conto um tema já bastane trabalhado, dito e redito por muitos, (se é que eu compreendi bem o tema que você apresentou), mas de maneira tão inusitada que cria uma interessante tensão no texto. "A vida só se dá pra quem se deu", diria o poetinha. Mas atribuir vida - com direito a lugar na teoria da evolução - às flores de plástico e fazê-las viver a metafísica humana é realmente interessante. Porque elas morrem antes de murchar, e isso é o mais importante. Quem lhes tira a vida é o mesmo sujeito que lhes dá à vida. Então, pensando assim, as flores de plástico não podem merecer interesse renovado, como usuárias da vida que se lhes atribui?
Confuso esse comentário, né?! :o) Não sei explicar bem, mas gostei de brincar com isso. Fiquei pensando no fingimento do poeta que finge a dor que deveras sente.
Beijo.
Marlene, de fato, é essa música mesmo. Aliás, eu não a tenho, mas da versão que me lembro, provavelmente uma regravação mais recente, cantavam-na o Arnaldo Antunes e a Marisa Monte, se não estou enganado. Quer dizer que se canta de dentro do ataúde? Vou puxa-la, ouvir.
beijo
p.s. - pois é, agora me ocorreu uma outra música, talvez do Ira que dizia "(...)que vejo flores em você(...)"...rs. Não me lembro de mais nada, também vou procurar, só imagino que seja da mesma época.
Juliano Machado \\ 23.05.07 13:50:19
Bingo!... essa que ficou de epígrafe (e eu nem havia, conscientemente, observado isso) e que você não se lembra do nome, creio ser exatamente "Flores": Olhei até ficar cansado/ De ver os meus olhos no espelho/ Chorei por ter despedaçado/ As flores que estão no canteiro/ Os punhos e os pulsos cortados/ E o resto do meu corpo inteiro/ Há flores cobrindo o telhado/ E embaixo do meu travesseiro/...." - a que referi lá no fim do meu comentário e que foi relacionada à pergunta que lhe fiz....rs
beijo
marlene \\ 23.05.07 10:08:45
Marlene, eu realmente não tenho tanta relação factual com flores de plástico, mas o tema me interessou por conta de uma história banal que presenciei com umas. Dessas músicas todas que você citou, eu me lembro de "O Pulso", "Miséria". Tem também uma outra música que eu não sei como se chama e ficou de epógrafe do texto, salvo engano do mesmo autor das anteriores ("as flores de plástico não morrem..."), mas, sequer me havia passado pela cabeça o Titãs e seu album, ainda que agora ache algo pertinente. Acho muito gostoso quando algo que lemos nos remetem a outras coisas produzidas e vistas anteriormente.
beijo
Juliano Machado \\ 22.05.07 17:22:30
Marlene, não entendi bem a frase "já não me preocupa ser entendida como cobrança essa assiduidade". Mas, sabe, na verdade, a última coisa que eu imagino que um dono de blogue queira é perder seus leitores, mesmo assim, morro de medo de "cobrar" visistas (ainda que nem bem saiba com o eu o poderia fazer), mas, que o que mais dá estímulo é a visita e o comentário, isso não dá pra negar. Por isso que sempre agradeço (aliás, aí esteja uma maneira de cobrar). Não vou brigar com você, mas gostaria, não por aqui, de saber quem é o editor, e principalmente o que ele disse a respeito dos textos: se você realmente julgou que poderia mandar textos meus a alguém, isso me deixa muito lisonjeado, e feliz.
beijo
Juliano Machado \\ 22.05.07 17:17:38
Ai...ai... tenho, e não compreendido em profundidade, problemas com esse tema ou com a abordagem dele, sei lá. Li este seu texto há 2 dias e fiz o comentário sobre nunca ter gostado de flores de plástico, pois isso é marcante em mim. Não disse, mas veio-me à memória os anos 80 e talvez parte dos 90 onde era frequente encontrar, na minha experiência paulistana, especialmente nas casas, esses enfeites plásticos e eu os achava horrorosos. Depois lembrei-me de um álbum dos Titãs de 89 (e sei o ano por conta do nascimento de Elka), em que enfatizavam uma vertente anterior e metafórica, da idéia das cidades grandes como a Paulicéia e suas origens - e lembro-me de algumas músicas: Miséria; Palavras; O Pulso (o pulso ainda pulsa...) - lembra?; 32 dentes (Eu não confio em ninguém/Eu não confio em ninguém com mais de 32 dentes/); Natureza morta, cuja letra toda é: As flores estão murchas/As flores estão secas/As frutas estão podres; e uma música chamada Flores e que à época precisei ouvir Flores umas tantas vezes para só depois entender que se falava de dentro de um ataúde. Pergunto, essa música teve algum sentido na produção desse seu escatológico?
beijo
ps: sim, quando for possível, sem pressa, aceito o empréstimo do Feras de lugar nenhum.
Marlene \\ 20.05.07 22:07:32
Por enquanto, só comentar que nunca investi e nem gostei de flores de plástico ;-)
Ju, se visitas servem com estímulo, ótimo... Fico feliz mesmo! Visito você - no blogue - sempre que posso,
ainda que nem sempre comentado de primeira, na maioria das vezes pelo "sem palavras" do impacto inicial,
você toca em aspectos complicados e delicados da condição humana.
Já não me preocupa ser entendida como cobrança essa assiduidade.
E mesmo na minha leiguice literária para elaborar uma crítica, um certo 'feeling' me garante que existe
uma singularidade na sua produção e cometi o atrevimento de enviar alguns textos seus para um editor de
meu conhecimento e confiança. Vai brigar comigo?
beijo.
ps: odeio usar o inglês, mas nesse caso, não ocorreu-me o correspondente em português
17.05.07
As flores de plástico
As Flores de Plástico
"As flores de plástico não morrem..."
Há modalidades de flores de plástico. As mais comuns são, evidentemente, àquelas destinadas aos mausoléus, ataúdes e sepulturas de todos os materiais e imagens, além das formas e tamanho. O trajeto dessas flores plásticas é claustrofóbico, porque saem da fábrica em caminhões que as transportam a distribuidores que as revendem às floriculturas que ladeiam os cemitérios. Carregam consigo sempre alguma poeira, que se vai amealhando logo mesmo na planta de produção, passando pelo já citado veículo até chegar ao depósito onde, enfim, alojam-se. Nas floriculturas sobram-lhes as câmaras traseiras escuras, pois é certo que à vista as flores vivas (ainda vivas. A maioria já foi desligada da terra) têm preferência de mostrar seu colorido. Contudo, uma outra espécie existe. São essas as flores de plástico decorativas, fabricos usados em decorações do que se chama ambiente. Banheiros, salas, saletas, garagens, algumas sacadas, cozinhas e sobretudo nas áreas de convívio das chácaras, onde, aliás, elas são depositadas e ajeitadinhas, normalmente, juntas de flores e plantas de verdade, isto é, aquelas que possuem seiva a lhes correr.
É certo que ambas as modalidades não necessitam de água e não morrem com facilidade, visto que, na maioria das vezes, são realmente feitas de plástico, material este que leva, dizem-nos sempre os ecologistas, mais de 150 mil anos para se desintegrar. Embora elas tenham a mesma composição e método de manufatura, somente a um observador bastante desatento seria dado imaginar que não há diferenças entre umas e outras, apesar do jaez em comum.
As flores de plástico de cemitério têm matizes frias, tendentes sempre ao azul e ao preto na escala de valor. Daí se preferirem as madrepérolas, as geisas, as violetas, e sobretudo a boa-morte. Quando chegam aos jazigos, são depositadas com calma, e as lágrimas, quando as há, a despeito de salgadas, só servem para fazer limpar um pouco o pó supracitado, num efeito paliativo, ou antes, enganador: a superfície que se molhou com a gota, será tanto mais convidativa para o acúmulo de outras e mais sujidades a que estão sujeitos os cemitérios. Depois, são lá esquecidas, e só visitadas aniversariamente. À mercê do tempo e do clima, das bátegas diluvianas, do sol acachapante, do vento, da poalha de inverno, são desgastadas e corroídas pela força assaz persuasiva do tempo, tendo seu material compositivo sobejados motivos de se esboroar. Não nos esquecendo de que as cores escuras maior quantidade de luz absorvem, o que acelera o processo.
De maneira diferente, a outra modalidade de flores de plástico são de cores quentes da alegria, da diversão, do sangue, da vida. Por isso mesmo representações de rosas, dálias, copos-de-leite, sanvitálias, miosótis, quando não girassóis mesmo. Maneirinhas ao lado das flores de verdade em jardineiras e outros demais lugares citados, apanham o sol fracionado por janelas de vidros e outras proteções urbanísticas, mas, se estão ao ar livre, primas espaciais das verdadeiras, nunca tomam o sol na fronte todo o dia, e não se esturricam. Também o pó não lhes bafeja, uma vez que dado o ambiente salubre em que vivem seja sempre higienezado, e ainda por vezes lhes sobram umas gotículas animadas do que é aspergido às suas companheiras reais.
Ante o exposto, seria de se esperar que as flores de plástico da primeira categoria — quais sejam as atávicas da celebração da morte, ou sua memória — deveriam durar bastante menos que suas irmãs festivas, pouco degeneradas no seu dia-a-dia contente, ao lado, não só de flores vivas, mas também de pessoas vivas. Entretanto, a verdade comprovada cientificamente nos manuais práticos de olhar e ver é que o lapso temporal de existência e durabilidade das flores plásticas dos cemitérios é maior, de modo que suas irmãs enfeitadoras de banheiros, copas, salas e jardineiras, são trocadas amiúdes e substituídas muito mais rápido do que o seriam as outras, caso houvesse interesse premente na ação.
Por um mecanismo já bastante conhecido do evolucionismo, lograram as flores de plástico de cemitério uma adaptação, talvez por mimetismo, às condições hostis do ambiente em que vivem (e dos esqueletos que reverenciam), sobretudo do ponto de vista metafísico, quando puderam se aperceber de que não se pode perder muito de um líquido que cai gota a gota. Da percepção prostrada do caráter transitório da vida, do desapego mecânico com que puderam ao longo dos anos notar que nem mesmo a memória resiste à morte, adaptaram-se fisiologicamente a viver sem nenhuma espécie de sorriso ou esperança — e por isso sem movimento —, o que é largamente conhecido como uma eficiente maneira de economizar energia. Suas irmãs risonhas, flores de plástico de jardineiras e decorativas de ambientes, pelo mesmo processo destilado acima, amolgaram-se pelo modos vivendi de suas companheiras vivas, atentas a todo instante aos movimentos, cores e sons da festiva existência humana. Os homens duram pouco, e as flores que os homens plantam, duram menos ainda. Na tentativa de aproximação de seus pares, as flores de plástico dessa categoria passaram a durar bastante menos (ainda que imarcescíveis), o que se tornou num dos fatores da redução categórica de sua produção, por conta de terem correspondido com ineficiência na margem do lucro. Em contrapartida, pôde-se observar um aumento na luminosidade dessas flores de plástico, já que com as companheiras vivas aprenderam que aquilo que rápido se extingue mais brilho oferece. Essa tendência evolutiva das flores de plástico felizes vem se tornando num paradoxo da teoria, uma vez que o caminho natural é a aniquilação da espécie. Não obstante isso, parece ao final concorreu-se para que haja aí um primeiro e último gene de contato com as suas irmãs flores de plástico de cemitério, qual seja a percepção arrastada ao longo dos séculos de que afinal, à morte, ninguém pode fazer esperar eternamente, corroborando com isso o príncipe hamlet, que muito anteriormente havia dito que se não sabemos nada daquilo que aqui deixamos, que nos importa deixa-lo antes?
(Na foto, flores de plástico e respectivos materiais para o fabrico manual das atavias)
TERRA_COMMENTS
beijo
Confuso esse comentário, né?! :o) Não sei explicar bem, mas gostei de brincar com isso. Fiquei pensando no fingimento do poeta que finge a dor que deveras sente.
Beijo.
beijo
p.s. - pois é, agora me ocorreu uma outra música, talvez do Ira que dizia "(...)que vejo flores em você(...)"...rs. Não me lembro de mais nada, também vou procurar, só imagino que seja da mesma época.
beijo
beijo
beijo
beijo
ps: sim, quando for possível, sem pressa, aceito o empréstimo do Feras de lugar nenhum.
Ju, se visitas servem com estímulo, ótimo... Fico feliz mesmo! Visito você - no blogue - sempre que posso,
ainda que nem sempre comentado de primeira, na maioria das vezes pelo "sem palavras" do impacto inicial,
você toca em aspectos complicados e delicados da condição humana.
Já não me preocupa ser entendida como cobrança essa assiduidade.
E mesmo na minha leiguice literária para elaborar uma crítica, um certo 'feeling' me garante que existe
uma singularidade na sua produção e cometi o atrevimento de enviar alguns textos seus para um editor de
meu conhecimento e confiança. Vai brigar comigo?
beijo.
ps: odeio usar o inglês, mas nesse caso, não ocorreu-me o correspondente em português
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