8)http://www.interney.net/blogs/guindaste/ — “Guindaste”, o blogue mais pop que leio. Sua dona, a Carol Costa, é jornalista em São Paulo, e segundo o que ela mesma conta já passeou por diversas redações por aí afora. Multifuncional, escreve, fotografa e desenha. O texto é leve, certeiro, jornalístico, e a variedade de assuntos imensa, embora eu me concentre em uma palavra para cita-lo: egotrip. O blogue da Carol é conhecidíssimo e tem mais leitores do que eu sequer sonho nos meus mais benevolentes passeios oníricos. Ainda que não escape da crítica genérica que abaixo comentarei, o Guindaste queria eu escrevê-lo. Mais tarde descobri que a Carol viveu por muito tempo na cidade em que hoje moro, mas isso são coincidências posteriores à conquista do leitor aqui em questão; 9)http://www.veridianices.blogspot.com — “Veridianices”, blogue da Veridiana, nem seria preciso dizê-lo. A Veri é uma amiga que escreve um diário público. Diário mesmo, sem pestanejar: lá está com uma capacidade produtiva enorme os seus gostos e desgostos diários, filtrado por uma escrita que domina muito bem a sintaxe e que se deixa envolver por uma sensibilidade que, se nunca é exagerada no conteúdo, às vezes o é na forma; 10)http://idiossincrasiaju.blogspot.com/ — “Idiossincrasias” da amiga Juliana. Como o próprio nome celebra, retalhos de uma colcha que vai formando a dona, suas vivências e as pessoas que enfim participam da vida dela. Também é uma mulher muito sensível e esse recorte também é bonito de se ver, ainda que esbarre na forma. É um diário, mas um diário um pouco menos narcisista que o Veridianices, ou melhor, mais disfarçado, talvez. 11)http://come-se.blogspot.com/ — “Come-se”, blogue de culinária e afins da Neide Rigo. Uma delícia de página bem cuidada, informativa, leve e organizada. Conheci por indicação da já citada Nina Horta e fiquei encantado.
A listinha é composta por páginas em que os assuntos me interessam e por conhecidos. Simples assim: leio em princípio o Marcelo Coelho porque me interessam os assuntos aí tratados, e leio em princípio o blogue de uma amiga porque ela é minha amiga. Claro que depois de certo tempo (ou do grau de amizade) poderia deixar de ler por ser da amiga ou justamente continuar lendo por ser amigo, a despeito de ser perfeitamente possível me manter leitor pela qualidade do escrito. Mas afinal, o que é um blogue? Seria ocioso enumerar aqui a enorme variedade de propostas e linguagens, fitos e fins que a blogosfera oferta, mas de uma maneira bastante geral eu tendo a acreditar no que diz o Bernardo Carvalho (Folha de S. Paulo, caderno Ilustrada, página e8, terça-feira, 28 de agosto de 2007):
“(...)o eu dos blogs é uma projeção que se realiza numa segunda realidade, numa rede de inter-relacionamentos constituida por confrarias cujos parâmetros são os seus próprios limites, o elogio do igual, a reiteração do mesmo e a execração do diferente. (...)”
Me parece que a linha de argumentação de Bernardo Carvalho trafega pelo que ele mesmo chama de impossibilidade de autoconsciência e reflexão, uma vez que os blogueiros podem estar demasiado ocupados na expressão pública de si mesmos. Digo isso porque dos blogs que leio, alguns são diários. Relatos pura e simplesmente construídos a partir das vivências e acontecimentos do dono da página. Carvalho ainda obsta:
“(...)O diário, que antes se mantinha restrito ao privado, já é concebido para a publicação (...)”
Isso gera sintomas. Se se admite que realmente os blogues podem ser reduzidos à expressão da opinião e da experiência pessoal do autor (Carvalho) temos que os muitos endereços que pululam na internete sejam recortes narcisistas imbuídos de situações pessoalíssimas para alimentar um voyerismo letrado. Válidos como expressão, legítimos enquanto linguagem? Provavelmente sim, mas suscitadores de dificuldades de diálogo na medida em que se perca na crítica uma distinção entre forma e conteúdo, já que fica difícil, muitas vezes, saber-se o que afinal se lê, e a partir disso, como afinal se critica (fácil criticar uma redação? fácil criticar um atitude ou sentimento diante de um fato? como criticar uma redação que explique o sentimento diante de um ato sem saber afinal o que é este texto?). Sigo exemplificando-me, creio.
Mesmo que rasteira, a auto-crítica é bem vinda. Tomando como exemplo a minha própria Bazófia, poderia argumentar que aqui se pretende escrever ficção e crônica, e que me permito uma obliteração dos limites rígidos (se por acaso os há) que separam estes dois fazeres. Mesmo que já se tenha argumentado anteriormente em outros textos aqui publicados que o cronista deve abandonar a vontade de esconder o eu, implicando numa imaginação de sua audiência, me parece que o blogue leva isso a um extremo que, embora possa ser relevado aqui e ali — não acredito que seja o fim do mundo que num blogue de cultura e crítica, o Marcelo Coelho venha um dia dizer aos seus leitores que esteve afastado porque não estava muito bem consigo mesmo, o que, ademais, poderia fazer numa coluna de jornal — não deveria, como acontece freqüentemente (aqui inclusive) ser simples vazão das mesquinharias diárias do escritor (ainda que essas mesquinharias fossem a conquista do mundo inteiro, como um ratinho de desenho).
Importa nesses termos, quando a publicação se deixa chafurdar num ambiente de sombras mal distinguível entre crônica, prosa de ficção, diário, novela e lá o que mais haja, não se perder de vista que para ser considerado criação literária e artística é preciso andar mais adiante do que o simples relato de situações cotidianas ou a descrição pura das experiências do dia-a-dia. A despeito de não acreditar na força modificadora, e sequer renovadora dos blogues, penso que vale refletir mais detidamente sobre o que afinal se produz na blogosfera, para que ao menos se delimite quem é quem nesse universo profícuo e disforme que andamos ocupando. Se não por outros motivos, sirva ao menos para tornar menor o desconforto da crítica entre os blogueiros que se lêem mutuamente por este ou aquele envolvimento.
TERRA_COMMENTS
Ana, eu concordo com quase tudo o que você disse, sobretudo no ponto da falta de criatividade e enredo de minha histórias. E concordo também que o meu blogue quando cai no que justamente eu critiquei - um diário público - cede a tentação de falar de si. Só não concordo com tentar misturar ficção com diário, porque ficção é ficção. Obrigado pelo crédito, espero, mesmo e mesmo melhorar.
juliano machado \\ 09.10.07 19:27:56
Veridiana, acho mesmo que você devia mostrar os escritos que ficam nos cadernos verde e laranja, mas isso é outra história. Na verdade eu não tenho respostas prontas às perguntas que eu fiz. O que me interessava mesmo era refletir, inclusive com os escritores dos blogues que leio. Daí que entendo perfeitamente as preten~sões, ou não pretensões e respeito opiniões e idéias.
E você tem toda razão, lê quem quer, e eu continuo lendo o seu, por exemplo, porque eu quero e gosto.
O exagero na forma é uma opinião pessoalíssima quanto ao uso de algumas construções (frases e referências) e outros adjetivos, nada demais, em verdade.
Agradeço muito que venha ao blogue com espírito crítico e aberta ao debate! É só isso que me interessa.
beijo
juliano machado \\ 09.10.07 19:25:23
Ju, não é essa a idéia, e não precisa me pedir desculpas. O que tentei argumentar é que justamente se pudéssemos delimitar mais ou menos um terreno de intenções do blogue, quem sabe se se pudesse fazer crítica de forma mais isenta e menos pessoal. Mas a sua resposta já corrobora um pouco a minha idéia: muito difícil discordar e criticar, a crítica não é nunca bem vinda. Só é pena que isso encerre a discussão.
juliano machado \\ 05.10.07 12:36:38
Ju, não consegui captar a extensão do disparador dessa reflexão; teria a ver com o que você fala lá no finalzinho em 'tornar menor o desconforto da crítica..."?, a partir da sua concordância com a citação que você faz do Bernardo Carvalho? Será minha dificuldade de compreensão do texto ou por não acompanhar os "bastidores" da blogosfera?
A propósito, lendo também os comentários, não vejo problema algum com recortes narcisistas, afinal, por definição o narcisismo é considerado um instinto de auto-preservação enquanto instância primeira do humano, sendo a segunda estância os ideais, o que se contrapõe à concepção em voga - e que alimenta a industria farmacêutica dos prozax e fluoxetina - de norma e patologia baseada no princípio de que todo indivíduo tem o direito e o dever de não manifestar seu sofrimento e de não se entusiasmar com o menor ideal... E mais: que seria de nosso voyerismo sem o lampejo narcísico dos romancistas, dos artistas, dos poetas, dos músicos?
Já que você cita um blogue português, antes de meus queridos criarem seus blogues, o único que eu, eventualmente visitava, também é de um português: "O jumento" - http://jumento.blogspot.com/ (se tiver tempo e curiosidade).
Que bom que voltou!
beijo
marlene \\ 05.10.07 00:03:20
Repito, agora em público: é muito bom ter um leitor que escreve tão bem como você. Manda a Ana catar coquinho.
O seu blogue segue bem de perto as críticas que você mesmo faz (e isso é uma aspecto positivo, mesmo que eu acha um pouco involuntária sua auto-crítica). Quando se propoe a escrever crônicas e ficção (você usou essa palavra) vai mal, próximo do mediocre, pois seu texto se ressente de personagens bem desenvolvidos e de enredo interessante (além de problemas gramaticais). Quando se coloca a escrever impressções próximas dos diários, mistura isso com uma pretensa ficção e então o resultado é bastante pior, pois, como você mesmo diz, não sabemos como criticar. Como bem disse a Veridiana de baixo lê quem quer, porntanto me adianto sobre essa resposta: apesar de tudo, leio por que quero, talvez porque imagine que você possa melhorar.
ana \\ 03.10.07 12:39:05
adorei o texto, adorei as críticas.
e me senti um pouquinho como a Ju.
o blog(o meu) não tem a menor pretensão, mesmo, como você disse: é só um diário pessoal, minhas veridianices.
as escritas pretensamente literárias ficam guardadinhas no caderno verde, no laranja, no de capa dura. aqueles que ninguém, além de mim, lê.
porém, apesar de ter me sentido um pouco como a Ju, existe aquela velha máxima, que se aplica a praticamente tudo o que circula neste 'mar sem navio', como diria meu amigo: aqui, lê quem quer. né? seja literatura, seja exercício narcísico (mea culpa, mea culpa, mea maximma culpa - tem dois m's neste máxima?), seja lixo, puro lixo, seja o que for, o leitor só vai adiante se quiser. caso contrário, clica no 'xisinho' ali em cima ou digita outro endereço, na barrinha superior.
(agora, explica a parte da sensibilidade exagerada na forma? rs...)
um beijo, querido!
(saudade docê)
Veridiana \\ 03.10.07 07:19:45
depois deste texto tão bem argumentado, me sinto culpada por escrever um blog tão sem pretensão literária, tão sem forma e pelo fato de ser o "simples relato de situações cotidianas ou a descrição pura das experiências do dia-a-dia."
peço lhe desculpas pela mediocridade da criação.
02.10.07
De blogues e blogueiros parte II de II
8) http://www.interney.net/blogs/guindaste/ — “Guindaste”, o blogue mais pop que leio. Sua dona, a Carol Costa, é jornalista em São Paulo, e segundo o que ela mesma conta já passeou por diversas redações por aí afora. Multifuncional, escreve, fotografa e desenha. O texto é leve, certeiro, jornalístico, e a variedade de assuntos imensa, embora eu me concentre em uma palavra para cita-lo: egotrip. O blogue da Carol é conhecidíssimo e tem mais leitores do que eu sequer sonho nos meus mais benevolentes passeios oníricos. Ainda que não escape da crítica genérica que abaixo comentarei, o Guindaste queria eu escrevê-lo. Mais tarde descobri que a Carol viveu por muito tempo na cidade em que hoje moro, mas isso são coincidências posteriores à conquista do leitor aqui em questão; 9) http://www.veridianices.blogspot.com — “Veridianices”, blogue da Veridiana, nem seria preciso dizê-lo. A Veri é uma amiga que escreve um diário público. Diário mesmo, sem pestanejar: lá está com uma capacidade produtiva enorme os seus gostos e desgostos diários, filtrado por uma escrita que domina muito bem a sintaxe e que se deixa envolver por uma sensibilidade que, se nunca é exagerada no conteúdo, às vezes o é na forma; 10) http://idiossincrasiaju.blogspot.com/ — “Idiossincrasias” da amiga Juliana. Como o próprio nome celebra, retalhos de uma colcha que vai formando a dona, suas vivências e as pessoas que enfim participam da vida dela. Também é uma mulher muito sensível e esse recorte também é bonito de se ver, ainda que esbarre na forma. É um diário, mas um diário um pouco menos narcisista que o Veridianices, ou melhor, mais disfarçado, talvez. 11) http://come-se.blogspot.com/ — “Come-se”, blogue de culinária e afins da Neide Rigo. Uma delícia de página bem cuidada, informativa, leve e organizada. Conheci por indicação da já citada Nina Horta e fiquei encantado.
A listinha é composta por páginas em que os assuntos me interessam e por conhecidos. Simples assim: leio em princípio o Marcelo Coelho porque me interessam os assuntos aí tratados, e leio em princípio o blogue de uma amiga porque ela é minha amiga. Claro que depois de certo tempo (ou do grau de amizade) poderia deixar de ler por ser da amiga ou justamente continuar lendo por ser amigo, a despeito de ser perfeitamente possível me manter leitor pela qualidade do escrito. Mas afinal, o que é um blogue? Seria ocioso enumerar aqui a enorme variedade de propostas e linguagens, fitos e fins que a blogosfera oferta, mas de uma maneira bastante geral eu tendo a acreditar no que diz o Bernardo Carvalho (Folha de S. Paulo, caderno Ilustrada, página e8, terça-feira, 28 de agosto de 2007):
“(...)o eu dos blogs é uma projeção que se realiza numa segunda realidade, numa rede de inter-relacionamentos constituida por confrarias cujos parâmetros são os seus próprios limites, o elogio do igual, a reiteração do mesmo e a execração do diferente. (...)”
Me parece que a linha de argumentação de Bernardo Carvalho trafega pelo que ele mesmo chama de impossibilidade de autoconsciência e reflexão, uma vez que os blogueiros podem estar demasiado ocupados na expressão pública de si mesmos. Digo isso porque dos blogs que leio, alguns são diários. Relatos pura e simplesmente construídos a partir das vivências e acontecimentos do dono da página. Carvalho ainda obsta:
“(...)O diário, que antes se mantinha restrito ao privado, já é concebido para a publicação (...)”
Isso gera sintomas. Se se admite que realmente os blogues podem ser reduzidos à expressão da opinião e da experiência pessoal do autor (Carvalho) temos que os muitos endereços que pululam na internete sejam recortes narcisistas imbuídos de situações pessoalíssimas para alimentar um voyerismo letrado. Válidos como expressão, legítimos enquanto linguagem? Provavelmente sim, mas suscitadores de dificuldades de diálogo na medida em que se perca na crítica uma distinção entre forma e conteúdo, já que fica difícil, muitas vezes, saber-se o que afinal se lê, e a partir disso, como afinal se critica (fácil criticar uma redação? fácil criticar um atitude ou sentimento diante de um fato? como criticar uma redação que explique o sentimento diante de um ato sem saber afinal o que é este texto?). Sigo exemplificando-me, creio.
Mesmo que rasteira, a auto-crítica é bem vinda. Tomando como exemplo a minha própria Bazófia, poderia argumentar que aqui se pretende escrever ficção e crônica, e que me permito uma obliteração dos limites rígidos (se por acaso os há) que separam estes dois fazeres. Mesmo que já se tenha argumentado anteriormente em outros textos aqui publicados que o cronista deve abandonar a vontade de esconder o eu, implicando numa imaginação de sua audiência, me parece que o blogue leva isso a um extremo que, embora possa ser relevado aqui e ali — não acredito que seja o fim do mundo que num blogue de cultura e crítica, o Marcelo Coelho venha um dia dizer aos seus leitores que esteve afastado porque não estava muito bem consigo mesmo, o que, ademais, poderia fazer numa coluna de jornal — não deveria, como acontece freqüentemente (aqui inclusive) ser simples vazão das mesquinharias diárias do escritor (ainda que essas mesquinharias fossem a conquista do mundo inteiro, como um ratinho de desenho).
Importa nesses termos, quando a publicação se deixa chafurdar num ambiente de sombras mal distinguível entre crônica, prosa de ficção, diário, novela e lá o que mais haja, não se perder de vista que para ser considerado criação literária e artística é preciso andar mais adiante do que o simples relato de situações cotidianas ou a descrição pura das experiências do dia-a-dia. A despeito de não acreditar na força modificadora, e sequer renovadora dos blogues, penso que vale refletir mais detidamente sobre o que afinal se produz na blogosfera, para que ao menos se delimite quem é quem nesse universo profícuo e disforme que andamos ocupando. Se não por outros motivos, sirva ao menos para tornar menor o desconforto da crítica entre os blogueiros que se lêem mutuamente por este ou aquele envolvimento.
TERRA_COMMENTS
E você tem toda razão, lê quem quer, e eu continuo lendo o seu, por exemplo, porque eu quero e gosto.
O exagero na forma é uma opinião pessoalíssima quanto ao uso de algumas construções (frases e referências) e outros adjetivos, nada demais, em verdade.
Agradeço muito que venha ao blogue com espírito crítico e aberta ao debate! É só isso que me interessa.
beijo
A propósito, lendo também os comentários, não vejo problema algum com recortes narcisistas, afinal, por definição o narcisismo é considerado um instinto de auto-preservação enquanto instância primeira do humano, sendo a segunda estância os ideais, o que se contrapõe à concepção em voga - e que alimenta a industria farmacêutica dos prozax e fluoxetina - de norma e patologia baseada no princípio de que todo indivíduo tem o direito e o dever de não manifestar seu sofrimento e de não se entusiasmar com o menor ideal... E mais: que seria de nosso voyerismo sem o lampejo narcísico dos romancistas, dos artistas, dos poetas, dos músicos?
Já que você cita um blogue português, antes de meus queridos criarem seus blogues, o único que eu, eventualmente visitava, também é de um português: "O jumento" - http://jumento.blogspot.com/ (se tiver tempo e curiosidade).
Que bom que voltou!
beijo
e me senti um pouquinho como a Ju.
o blog(o meu) não tem a menor pretensão, mesmo, como você disse: é só um diário pessoal, minhas veridianices.
as escritas pretensamente literárias ficam guardadinhas no caderno verde, no laranja, no de capa dura. aqueles que ninguém, além de mim, lê.
porém, apesar de ter me sentido um pouco como a Ju, existe aquela velha máxima, que se aplica a praticamente tudo o que circula neste 'mar sem navio', como diria meu amigo: aqui, lê quem quer. né? seja literatura, seja exercício narcísico (mea culpa, mea culpa, mea maximma culpa - tem dois m's neste máxima?), seja lixo, puro lixo, seja o que for, o leitor só vai adiante se quiser. caso contrário, clica no 'xisinho' ali em cima ou digita outro endereço, na barrinha superior.
(agora, explica a parte da sensibilidade exagerada na forma? rs...)
um beijo, querido!
(saudade docê)
peço lhe desculpas pela mediocridade da criação.
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